sexta-feira, junho 13, 2008

O que vão inventar desta vez?

Da primeira vez chamaram-lhe Constituição e começaram a referenda-la, sendo logo chumbada em França e na Holanda.
Entretanto, mudaram-lhe o nome e a forma e acrescentaram um "porreiro, pá"... mas eis que foi novamente rejeitada pelos cidadãos do único país que tiveram o direito a escolher (ao contrário dos portugueses, com quem o primeiro-ministro tinha esse compromisso assumido). O que vale é que eu não estou muito preocupado com a carreira política de José Sócrates.

Adenda em jeito de "eu não disse?" 14/Jun/08: Os responsáveis da União Europeia (UE) deixaram ontem claro que não contam abandonar o Tratado de Lisboa, apesar de a sua ratificação ter sido rejeitada, em referendo, pela Irlanda.

10 comentários:

  1. olha só quem está de ressaca

    http://maisbeira-mar.blogspot.com/2008/06/assembleia-inconclusiva.html

    ResponderEliminar
  2. E eu que sempre achei que não era à toa que os meus U2 eram irlandeses.... : ))

    ResponderEliminar
  3. eh pah, o tratado parece que é necessário... é para nomear presidentes permanentes com poderes reforçados, ... necessário para tornar a europa mais democrática... implementá-lo à força revela isso mesmo.... não sei porquê tanto cepticismo.....

    ResponderEliminar
  4. Porque é que será que Le Pen tb bateu palmas ao Não dos Irlandeses?

    ResponderEliminar
  5. Porque será que o José Manuel Dias faz comentários sem argumentação?

    ResponderEliminar
  6. Caro Nélson
    Formulo uma questão para tentar compreender a posição dos Bloquistas. Qual é o denominador comum entre a sua satisfação e a dos católicos conservadores que na Irlanda votaram "Não" pensando que assim ajudariam a impedir a "legalização do aborto"?
    Se tiver curiosidade em saber porque votaria "SIM" sempre pode espreitar o meu blogue.
    Cumps

    ResponderEliminar
  7. Não são esses os melhores argumentos a favor do "Não". O que está em causa no exemplo nem será precisamente a questão do aborto, mas é apenas um exemplo para demonstrar que, se a Europa decidir pela despenalização do aborto a Irlanda, sendo ou não mais conservadora, terá de se contentar. E o aborto é a menor das questões nesta situação, será assim em muitas outras situações que possam ir contra os interesses "individuais" da Irlanda, que não deixa de ser uma cultura e nação independente, tal como Portugal.

    Quanto a Le Penn, nunca foi bem vindo, e foi-lhe pedido que nem se manifestasse na Irlanda, pois seria o seu melhor contributo para o "Não".

    A controvérsia que este Tratado gerou e ainda está para gerar, só por si, é descritiva da sua negatividade.
    Para mim o facto de o líder da campanha a favor do "Sim" confessar que não leu o Tratado todo, quando outro acrescenta com convicção que ninguém "são de espírito o faria" é suficiente para boicotar o tratado.
    E é fácil de perceber que há aqui fortes movimentos de interesse político e económico. Não fui eu que disse que "Não haverá tratado se houvesse referendo em França", e no caso de Portugal a ratificação por via parlamentar é muito condenável pois sabemos que o Sr. Engº José Sócrates decidirá pelo que muito bem entender, e a posição do PS sobre o Tratado poder mesmo não ir de encontro à maioria que os elegeu.

    ResponderEliminar
  8. José Manuel Dias,

    Não tem que haver nenhum denominador comum entre pessoas que votem NÃO ou SIM. Há vários motivos para uma ou outra posição, e cada argumento é valorizado por cada um de forma diferente.

    Para mim, a questão da democracia basta para votar contra. Quer a forma como a elite política está a impor a Constituição/Tratado, quer o recuo democrático que a sua aprovação representaria.

    Temos e teremos cada vez mais uma Europa das Nações e menos uma Europa dos Cidadãos.

    E valorizo muitas outras questões como a Europa passar de deter meios de intervenção na política económica (independência total do BCE), a questão da NATO e política de defesa... and so on

    ResponderEliminar
  9. Para o Dias:

    Votas Sim porquê?

    Tens tacho no PS?

    Queres ser Presidente do PSD?

    Ou não leste bem o que se pretende no tratado de Lisboa?

    Senão pergunta ao homem da raça que te explique.

    ResponderEliminar