quinta-feira, maio 18, 2006

A ventura

Dou por mim a escrever sobre príncipes*.
Príncipes do descartável, mas não deixam de ser príncipes.
Nobre criatura de cavalo alado,
Cabrão em busca de donzela em apuros.

Heróico salvamento,
Porventura cartel com o dragão.
Torpe engano dos sentidos.

Ao quadrúpede extorqui as asas,
Das suas vísceras urdi minhas iguarias.
Degolado o inane príncipe,
Do seu vermelho me saciei.

A sublimação da ausência
Da dourada auréola,
Magnificente coroa.

A acrimónia do sofrimento
Une-se ao regozijo da demanda
Do aperto que nos vem acariciar,
O beijo.

* Artigo Príncipes do descartável, a ler somente na
próxima 6ª feira no Diário de Aveiro

2 Comments:

Blogger  said...

é verdade... todos os principes sao uns cabroes!!!

quinta-feira, maio 18, 2006 9:35:00 da manhã  
Anonymous jp said...

a escrever assim é limpinho...
vais ser a próxima odete santos!

segunda-feira, maio 22, 2006 12:31:00 da manhã  

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