segunda-feira, julho 17, 2006

Sal em Aveiro

A vida dos marnotos de Aveiro não está fácil. Para além de ser uma actividade extremamente desgastante, a produção de 2005 está toda por vender e já se recolhe a de 2006. As empresas portuguesas preferem o sal industrial estrangeiro. Aguardam a criação de uma associação que lhes resolva os problemas.

Realmente a associação pode mesmo ser milagrosa, pelo menos noutras latitudes de Portugal assim foi. O caso de sucesso [que já mal me recordo] é o da exploração de sal-gema a 30 km do mar algures em Portugal. Andavam os produtores numa labuta não rentável até que se constituiram em cooperativa.

Atendendo a "terem ganho escala" [como os economistas gostam de dizer] conseguiram apresentar quantidades suficientes para satisfazer grandes importadores! Acabam por vender quase toda a sua produção para a Alemanha. Tudo decorreu virtiginosamente. Primeiro uma cadeia de padarias alemãs comprou o produto e publicitou o seu pão como tendo este sal... outros importadores se seguiram!

Agora vendem todo o sal e se mais houvesse mais vendiam. Vendem a preço de produto de luxo, que o é. Os únicos problemas que faltam ultrapassar completamente são a legistação portuguesa [e/ou europeia] que é omissa na certificação deste tipo de produtos alimentares e ainda as normas para exploração de algo que entrará em contacto com a comida.

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