sexta-feira, julho 28, 2006

Silêncios

Depois das muitas trapalhadas de Freitas do Amaral na questão dos cartoons dinamarqueses olhei com bastante desconfiança para este Ministro. Como é que alguém poderia propôr um campeonato de futebol europeu-árabe!?

Agora que Luís Amado ficou com a sua pasta dos Negócios Estrangeiros vejo-me a desejar a desejar a presença de Freitas. Ouço-me a pensar que Freitas seria mesmo o ministro mais à esquerda do Governo. Racionalmente tento negar mas com pouco sucesso. O passo seguinte é racionalizar ainda mais e pensar que a minha opinião se deve à ausência de política social do Governo, etc etc, nada resulta.

Freitas sempre esteve na frente contra a guerra do Iraque, ao passo que Luís Amado também esteve na frente mas na barricada do outro lado. Aliás foram muitos os fervorosos apoiantes da invasão, que entretanto assobiam para o lado como se nada fosse com eles. Mas mal surge outra guerra voltam à carga. São os defensores do caos e da destruição, desde que seja lá longe.

Freitas sempre tomou posições. Luís Amado é o especialista em nada dizer. Portugal ainda não se declarou pelo cessar foto na questão israelo-libanesa. Mesmo agora em que os EUA impedem que a ONU tome uma posição escrita de condenação da morte dos seus observadores mortos por Israel, nós permanecemos impávidos e serenos. Portugal não tem posição. As Nações Unidas refém desta decisão dos states (era necessário ser aprovada por unanimidade) acaba por se silenciar, apesar do voto dos outros 14 membros do Conselho de Segurança.

O Governo apenas avança a disponibilidade para enviar tropas para a zona. Resta saber com que objectivos. Temo em descobrir quais serão. Apesar de tudo que saudades de Freitas do Amaral, cenário que há uns meses consideraria no mínimo risível.

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