sexta-feira, março 02, 2007

Petições online: Teatro Aveirense

Descobri através do Divas & Contrabaixos e do Dolo Eventual que está a decorrer uma petição online contra a privatização do Teatro Aveirense. Ora, este tipo de petições e a sua validade sempre me intrigou, porque nada impede que um engraçadinho meta os nomes que muito bem entender na dita.

Contudo o que me parece é que o movimento de cidadania devia antes de mais exigir que a CMA divulgue qual a estratégia para o Teatro Aveirense. Contabilizei 5 diferentes declarações de 5 responsáveis da CMA ou do Aveirense. Desde o privatiza-se ao não se privatiza passando por vários tons de cinzento. A mais credível foi a do próprio gabinete de imprensa da autarquia que afirmou não haver estratégia definida para o Aveirense.

A minha posição é completamente contrária à privatização do Teatro Aveirense pelos motivos que já expus por toda a parte. Contudo julgo que antes de mais deve ser exigido ao executivo que esclareça a sua política. É essa a exigência democrática e condição necessária para a participação e o envolvimento dos cidadãos e a sua não redução à misera condição de eleitor sazonal.

Considero de salutar todas as iniciativas da sociedade de combate à privatização do Aveirense, tal como esta petição online. É de importância fulcral a existência destas actividades partidárias abertas à sociedade. Não retira qualquer credibilidade ou consequência ao conteúdo e à petição, já que ninguém pode ver a sua cidadania posta em causa pela sua militância. O que apenas quero constatar é que - várias vezes e infelizmente - parece ser necessário um catalisador para a acção da sociedade civil.

4 Comments:

Blogger JMO said...

Caro Nelson Peralta,

A tua interpretação está correcta: não há uma estratégia oficial definida sobre a forma de gestão do Teatro Aveirense. Quando houver, a Câmara a anunciará. :)

quarta-feira, março 07, 2007 8:22:00 da tarde  
Blogger Nelson Peralta said...

A minha interpretação não deixa de ser extremamente crítica. Ao final de tanto tempo já devia haver uma estratégia definida.

Quanto à privatização, julgo que mesmo que a CMA a pretenda esta seja impossível devido ao protocolo com o Instituto das Artes e pelas obras pagas pelo Programa Operacional da Cultura do mesmo Ministério.

quarta-feira, março 07, 2007 9:23:00 da tarde  
Blogger JMO said...

Caro Nelson Peralta,

Estás, de alguma forma, a confundir coisas diferentes: a privatização da gestão e a privatização/venda do espaço. Sim, esta última deve ser impossivel dentro dos tempos mais próximos se existiu comparticipação comunitária... Mas não confundas esses parametros diferentes.

quinta-feira, março 08, 2007 2:35:00 da tarde  
Blogger Nelson Peralta said...

Continua a ser meu entendimento que não será possível entregar o TA à gestão privada, essencialmente por dois factores:

- protocolo com o IA (o TA fica obrigado a atingir certos obectivos - Decreto-Lei nº. 225/2006 - que dificilmente atingirá sob uma gestão privada;

- a quase impossibilidade de tornar o TA rentável sob o ponto de vista do lucro (infelizmente).

Mas estes pontos nada tem a ver com a minha oposição política à eventual concessão, que já expus noutros locais. Estes são apenas dados que me fazem duvidar que a CMA esteja de facto a planear a privatização do TA.

Impõe-se um esclarecimento aos cidadãos. A aprovação do Orçamento não pode ser uma carta em branco para a cada momento se decidir o que se faz! Há que haver planeamento e transparência, até para incentivar à participação cívica.

quinta-feira, março 08, 2007 8:13:00 da tarde  

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