Divas & Canibais II
Kylie Minogue e Nick Cave - Where The Wild Roses Grow
Etiquetas: divas e canibais, música, rádio variedades
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Cenas passadas em minha casa nos últimos tempos:
* Há cerca de um mês, S. enquanto basculhava os meus cd's para meter música: Só tens Mão Morta!?
* S. passadas duas horas quando basculhava os meus dvd's para escolher um filme para vermos: Bolas, só tens filmes do Woody Allen!?
* Há cerca de duas semanas Z. enquanto analisava o meu leitor de mp3 recém comprado: Isto dá para organizar as músicas por artista? Oh, também, para ti tanto faz! Só vais meter Mão Morta nisto!
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Contudo, continuo a considerar o Festival Eurovisão da Canção um conceito genial, pese embora a forte pressão (i)mediática e industrial. A partilha e experimentação musical dos povos dos vários cantos da Europa, cantos esses cada vez mais cosmopolitas, é algo de incentivar.
Há muito que os artistas que melhores contributos poderiam fazer para a coisa, fogem a sete pés do concurso da RTP. Quem não fugiu do concurso deste ano foi um ex-D'ZRT. Descobri a vencedora do concurso nacional nas várias reflexões no Renas & Veados sobre o tema. Sabrina de seu nome, marrafa de seu penteado, e que provou aquilo que eu já sabia: Emanuel é um génio. Emanuel conseguiu escrever uma letra e uma música que, mesmo como uma intérprete com má colocação de voz e sem presença em palco, conseguiu ganhar de forma avassaladora a votação exclusiva do público do Festival RTP da Canção.
Emanuel escreve música pimba, mas também escreve música melosa. Escreve música para ser acompanhada de farturas embebidas em óleo, mas também escreve música para ganhar esta provação do público no Festival RTP. Tudo com enorme mestria e consciência: Emanuel sabe o que faz e acima de tudo sabe o que o público quer.
Depois do merecido elogio ao Emanuel, a crítica. A música é igual a milhares de outras que existem em Portugal. Nada acrescenta à música portuguesa nem à Europeia. A letra néscia "Dança comigo que eu dou-te o céu que há em mim..." parece saída de um qualquer workshop da escola primária. Porém não posso dizer que a música não representa Portugal. Não só representa, como é igual aos muitas outra que são as mais bem sucedidas em termos de vendas. Estou bastante curioso para aferir sobre a votação que terá no Festival da Eurovisão e sobre a opinião da Europa sobre a nossa música. Será porventura a primeira música que enviamos para a Eurovisão que é assumidamente "pimba"em tom meloso. Não é serviço público enviar esta música para a Eurovisão, a RTP falhou novamente. Desejo que tenha uma votação miserável (não há cá nacionalismos bacocos).
Quanto às restantes músicas do Festival RTP - muito fraquinhas - devo confessar que na minha opinião apenas uma reunia condições para representar Portugal na Eurovisão. A música Dá-me a Lua dos Triburbana. Confesso que ainda não consegui perceber se gosto ou não desta música. Independentemente da minha opinião final, uma música que imprime esta dúvida é ideal para ser partilhada com a Europa. Algo original fervilha, quer se goste ou não.
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