sábado, dezembro 13, 2008

Isso tudo e ainda vinho verde


Almeida Santos concorda com Guilherme Silva: não deve haver votações à sexta-feira já que os deputados faltam! O motivo invocado é que é diferente! Parece que os deputados ganham pouco e tem direito à sua vida profissional, Almeida Santos defende mesmo o aumento do salário dos deputados. Premiar quem não cumpre os comprimissos porque não cumpre os compromissos assumidos com a população, parece bem... hum...

Curiosamente esta é a mesma malta que não aumenta o salário da minha classe profissional desde 2001, com uma perda real de salário de 18%, sem direito a subsídio de férias nem Natal, nem subsídio de desemprego, e que nos mantém permamentemente precários e... que nos exige exclusividade de funções, mesmo que outras funções fossem realizados fora do horário normal de trabalho!

Os deputados - e demais eleitos em democracia representativa - representam a população e lutam para aplicar o modelo de organização social que defendem e que foi sufragado. No que me toca, não merece o meu voto quem não queira exercer com dignidade estas funções mesmo que isso lhe custasse uma perda em relação ao salário que auferia antes.

Para mais, os pressupostos de Almeida Santos são bastante enganadores já que. para além de os deputados ganharem bastante acima da média dos cidadãos portugueses, muitos são os exemplos conhecidos de quem usou a Assembleia da República e o Governo como trampolim para administador de qualquer coisa com salário milionário.

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terça-feira, dezembro 09, 2008

A vida familiar dos deputados e as quecas dos trabalhadores

Acabei de ouvir o deputado do PSD Guilherme Silva a falar na TSF [ouvir aqui] a propósito da ausência de 30 deputados do PSD (num total de 75) na votação que suspendia a avaliação dos professores.

Guilherme Silva defende que deixe de haver plenário às sexta-feiras no Parlamento, já que muitos deputados são de fora de Lisboa e precisam de mais tempo para a sua vida familiar. Não deixa de ser enternecedor que quem aprovou sucessivamente códigos de trabalho que desregulam horários e jornadas laborais ao ponto de casais de trabalhadores terem dificuldade em se encontrarem juntos em casa (ou então encontrarem-se demasiado cansados) para dar uma simples queca, esteja agora tão cioso da sua vida familiar. Acaso vão propor que os trabalhadores também possam ser dispensados à sexta-feira para estar com a família ou se dedicarem a si?

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