quinta-feira, julho 12, 2012
segunda-feira, outubro 17, 2011
Dos 99% do mundo aos 0,0001% de Seguro
Do mundo para Wall Street, de Wall Street para o mundo o movimento evolui e envolve. A 15 de Outubro, centenas de milhar ocuparam as ruas de mil cidades por todo o planeta. Um movimento espontâneo mas global, feito de muitas cores mas unido no protesto e na vontade de mudança. Porém, ainda hoje, a direita o tenta colar à “anti-política” e a um segmento residual da sociedade. Mas como pode um protesto global, que junta pessoa tão diversas, de tantos países, culturas e línguas diferentes ser apelidado de tribal? E, se é verdade que a demissão da política é defendida por uma pequena parte dos activistas, a realidade é que o mote “nós somos os 99%” que uniu as manifestações é uma inegável declaração de classe.
Na véspera da manifestação da “geração à rasca” de 12 de Março, o governo Sócrates apresentava o PEC IV em conferência de imprensa. Em fotocópia, dois dias antes do 15 de Outubro, Passos Coelho dava a conhecer as medidas de austeridade do próximo orçamento de Estado. Trata-se do capítulo mais violento do ataque aos desempregados, trabalhadores e pensionistas que tem vindo a ser escrito com intensidade nos últimos anos. Também essa foi uma declaração de classe: retirar dos 99% que dependem do trabalho para entregar ao capital financeiro. Foi precisamente contra este sistema social e económico do saque, contra esta ideologia da pilhagem que o planeta se uniu.
A 11 de Outubro, o Partido Socialista andava perdido noutras contas. Sobre o orçamento de Estado, António José Seguro disse e reafirmou que o voto contra do PS é o cenário que “menos probabilidade tem de acontecer. Se quer que diga é de 0,0001%”. Seguro quis deixar as coisas ainda mais claras: “caso Portugal tivesse um governo minoritário, não hesitava em o aprovar”. Ou seja, se o voto do seu partido fosse decisivo para o ataque ao trabalho e ao Estado Social e para a recapitalização da banca, Seguro nem vacilava, o capital podia contar com o voto favorável do PS. Como esse saque está garantido pela maioria da direita, o PS pode descontrair uma décima de milésima...
Este retrocesso civilizacional só será impedido com uma massiva mobilização popular. A esquerda política e social, os movimentos orgânicos e inorgânicos, os sindicatos e comissões de trabalhadores, todos e todas as activistas: para esta luta todos são imprescindíveis e absolutamente necessários. Mas o que é que fez o Partido Socialista nas vésperas? Estendeu a passadeira amarela à direita. Mesmo perante um governo com maioria absolutíssima, o PS decidiu retirar qualquer pressão sobre o orçamento de Estado. Seja o que for, e já se adivinhava muito bem o que era, a direita pode contar no mínimo com a passividade do PS. Não será o partido que chamou o FMI a movimentar as massas, ou sequer a esboçar qualquer oposição parlamentar. O Partido de Seguro pode, por motivos táctico-eleitoralistas ou não, acabar por se reposicionar na votação. Mas na questão que agora é essencial, faltou ao povo de esquerda, aos desempregados, aos trabalhadores, aos pensionistas. Falhou aos 99% e com isso deu força à direita para que esta apresentasse as suas propostas mais radicais: prolongamento do horário de trabalho e cortes de 20% nos salários e pensões. Não é assim que se derrotam as políticas do saque e a direita.
Etiquetas: austeridade, globalização, PS
quinta-feira, julho 14, 2011
O PS no reino dos afectos
Etiquetas: PS
quarta-feira, abril 20, 2011
O beija-mão
Etiquetas: Bloco de Esquerda, CDS-PP, esquerda, FMI, PS, PSD
domingo, fevereiro 07, 2010
É aplicar-lhe a navalha de Occam

Etiquetas: José Sócrates, PS
terça-feira, fevereiro 02, 2010
A corte
quarta-feira, dezembro 30, 2009
Há uma certa esquerda que no momento da verdade perde a tesão

Entretanto, acabou a campanha eleitoral e ficamos a saber que as promessas de esquerda do PS estão apenas confinadas àquele período. Apesar de constar do seu programa eleitoral, o PS nada propôs relativamente à parceria. E, perante uma proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda que recomendava a saída do município daquela parceria, votou contra (ao lado da maioria PSD-CDS/PP, que se assume como tropa de choque do executivo).
Este era o único momento onde se poderia sair da parceria sem pagar as indemnizações abusivas previstas no contrato. Apenas BE e PCP votaram favoravelmente. Ficamos assim com a garantia que a água em Aveiro vai ser mais cara, que a concessão a privados deste serviço é apenas uma questão de tempo, e que os trabalhadores dos Serviços Municipalizados não terão os seus direitos salvaguardados.
sexta-feira, novembro 06, 2009
terça-feira, setembro 08, 2009
O ruído não chega para ganhar

A força do Bloco de Esquerda é a força das suas propostas. A estratégia comunicacional nos outdoors é clara, com cada outdoor - excepto os dois últimos - a veicular uma proposta forte do programa eleitoral. Todo o restante material de campanha, entrevistas e debates vão no mesmo sentido: transmitir as propostas do BE. Considero aliás que em torno dessas propostas se pode construir uma maioria social.
Mas Sócrates só podia tentar ganhar pelo ruído. Começou por recorrer ao medo do papão, usando ao epíteto "radical" - um termo conjuntural e não estrutural - vezes sem conta, adornando por vezes por"extremista". Passou então para a confusão. Começou pela confusão da nacionalização da banca e dos seguros com a políticas públicas para o sector através da Caixa Geral de Depósitos [capítulo III.B.7, pág. 54] quando foi o próprio Sócrates a nacionalizar o BPN e os seus prejuízos.
A peça de resistência de Sócrates foi a questão dos benefícios fiscais na saúde e na educação, repetida à exaustão. Sócrates e o PS aumentaram as propinas, autorizaram o aumento do preço dos manuais escolares, rejeitaram incluir os dentistas no SNS e criaram novas taxas moderadoras para internamento e cirurgia, etc., aumentando o preço do acesso à saúde e à educação. Louçã e o BE defendem uma sistema nacional de saúde universal e gratuito e a educação universal e gratuita. Portanto, Sócrates dá amendoins, descapitalizando o Estado e tornando o sistema tributivo complexo, para de seguida cobrar diamantes no pagamento da saúde e da educação que o BE entende ser serviços públicos gratuitos.
«Em terceiro lugar, o Estado construiu um regime fiscal que promove as desigualdades, que aumenta o peso dos impostos indirectos e que cria um regime de benefícios fiscais regressivo que favorece a especulação e o abandono dos serviços públicos por amplos grupos sociais, em especial na saúde e na educação.» - programa para um Governo BE
Um debate esclarecedor para os eleitores de esquerda, muito graças às tentativas de não esclarecer...
Etiquetas: Bloco de Esquerda, PS
sábado, agosto 22, 2009
Um candidato que não conhece os boletins de voto
Etiquetas: Aveiro, democracia, PS
terça-feira, agosto 18, 2009
sexta-feira, julho 31, 2009
Os donos do voto e o voto inútil

Este texto é claramente reflexo do seu desespero [«Sabemos que o plebiscito nos poderá ser desfavorável»]. Para Raúl Martins, o PS não precisa merecer os votos nem de apresentar soluções que os cidadãos reconheçam como a resolução dos seus problemas. Nem esse deve ser o critério do voto. Não! Para Raúl Martins, as eleições resumem-se à aritmética do voto com base na chantagem do "voto útil". Assim, não admira que grande parte da população se manifeste insatisfeita e que julgue que o voto nada mude.
Todos os votos contam. O voto apenas poderá ser útil na medida em que exprima a consciência do cidadão e na medida em que a organização social que defende seja aplicada. O objectivo da esquerda é a transformação social.
sexta-feira, julho 03, 2009
Um partido que encara as coisas de frente
Retirado do Não Compreendo as MulheresManuel Pinho contribuiu mais uma vez para o anedotário nacional. Manuel Pinho ia ser novamente o número 1 do PS por Aveiro nas legislativas.
Etiquetas: humor non sense, PS
Voto inútil

Etiquetas: democracia, PS
sexta-feira, junho 05, 2009
Literatura indispensável

sexta-feira, maio 29, 2009
Menino de ouro
Etiquetas: PS
quarta-feira, maio 27, 2009
O candidato cliché
Agora é o Bloco e PCP que são a mesma coisa. Novamente um argumento muito estranho, porque até poderiam ser iguais e ambos darem a resposta aos problemas das pessoas... Mas a obstinação de Vital não perde tempo com pormenores, nem com pormenores nem com a realidade, já que é precisamente nas questões europeias que Bloco e PCP mais divergem. Vital continua a preferir não debater as ideias da sua candidatura sobre a Europa ou sobre o país, prefere falar dos outros do que de si, certamente é uma escolha eleitoral bem pensada...
Etiquetas: PS, União Europeia
sexta-feira, maio 22, 2009
O candidato muito fraquinho tem vocação para emplastro
Etiquetas: grandes momentos de marketing, PS, SMF
quarta-feira, maio 13, 2009
Política de classe
Há uma semana, o patronato pediu a nacionalização de uma empresa de seguros de forma a que o estado garanta o risco da actividade exportadora das empresas.O Governo solícito, vai nacionalizar uma companhia de seguros de crédito à exportação, admitindo que ainda não sabe quanto nos custará esta compra.
Ainda não há muito tempo, a nacionalização era um instrumento do demo. Agora é o prato do dia para salvar quem tudo tem. Já assim foi no BPN, assim será no BPP. Em sinal contrário, as nacionalizações que fazem sentido para que aquilo que é de todos esteja ao serviço de todos, ainda para mais aliviando a nossa factura, como os casos da EDP e da GALP não é opção, é imprensável, não é possível. Estranho mundo o de Sócrates.
Etiquetas: José Sócrates, PS
Pode não ser grande primeiro, mas a vender peixe não há melhor
«As vendas do computador Magalhães, patrocinadas pelo programa e-escolinhas, deram metade do mercado português de portáteis ao fabricante JP Sá Couto, que cresceu 3311,4 por cento no número de unidades vendidas durante o primeiro trimestre deste ano, face aos primeiros três meses de 2008.
Neste primeiro trimestre, a empresa vendeu 212 mil computadores portáteis contra apenas seis mil unidades.»
Etiquetas: José Sócrates, PS

