quinta-feira, janeiro 06, 2011

Descobri ontem que, pasme-se, não serei ocidental o suficiente

A pose já o deixava antever, mas Miguel Fernandes disse ontem explicitamente que os deputados municipais não podem ser comparados a meros feirantes

Ontem, a coligação PSD/CDS aprovou sozinha o regulamento municipal das feiras que objectivamente impede os cidadãos estrangeiros extra-comunitários de exercerem a actividade de feirante e de acederem aos lugares de venda nas várias feiras municipais em Aveiro. Minutos antes, foi ainda votada uma proposta para eliminar o artigo da exclusão mas apenas BE, PS e PCP o quiseram perante a intransigência do voto contra da maioria de PSD/CDS!
Durante a discussão, o Vereador Miguel Fernandes (CDS) aproveitou para dizer que eu não tenho cultura ocidental, isto porque não teria bons modos por estar sempre a levantar questões deste tipo na Assembleia Municipal, explicando que era óbvio que apesar do regulamento ditar de facto essa exclusão, a CMA nunca aplicaria essa parte do regulamento que elaborou. Curiosa concepção de democracia, tanto mais que esta questão acabou por unir toda a oposição na rejeição da exclusão.
O Vereador falava perante as críticas à discriminação e exclusão de cidadãos estrangeiros, isto já depois do deputado municipal Paulo Marques (também CDS) ter defendido o regulamento com uma argumentação abertamente xenófoba. Aliás, quando confrontado, Paulo Marques nunca rejeitou essa classificação, preferindo evocar a liberdade de expressão para justificar que pode manifestar essas suas posições.
Perante este cenário, o Vereador decidiu partir para o ataque com esse argumento brilhante, pressupondo assim que existe apenas uma única cultura homogénea e hegemónica no Ocidente (da qual eu não farei parte). E, melhor, partindo do princípio de que apenas essa cultura ocidental é civilizada! Nada mau para quem se esforçava para defender um regulamento que contém uma discriminação e exclusão objectiva de cidadãos estrangeiros extra-comunitários.
Na coligação ninguém se incomodou com a intervenção de Paulo Marques, que defendeu o fechamento permanente e policial das fronteiras como o que aconteceu durante a cimeira da NATO, já que os estrangeiros não são de confiança e temos que saber quem vem para a nossa terra. É assim que a direita mais bafienta nos entra nas vidas, de mansinho e perante a bonomia dos seus aliados...

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domingo, maio 31, 2009

O retrato do CDS-PP

terça-feira, janeiro 20, 2009

Xenofobia em forma de regulamento


Xenofobia em forma de regulamento, por dois motivos: i) apesar de todos os cidadão terem os mesmos deveres, passam a existir cidadãos de primeira e de segunda com direitos diferentes; ii) a ideia que este regulamento passa é a de que não podemos confiar a nossa segurança a estrangeiros. Este segundo ponto é ele próprio gerador de insegurança já que aumenta a exclusão social e a propagação da ideia de que no que respeita à segurança devemos desconfiar dos estrangeiros.

Eu não necessito de nenhuma lei nem de nenhum regulamento para me definir a mim próprio. Considero que qualquer cidadão em situação de legalidade deve poder usufruir dos mesmos direitos, incluido o de ser guarda-nocturno, independentemente da sua nacionalidade.

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sexta-feira, abril 06, 2007

Abriram a caixa de pandora

Neonazis europeus preparam mega-reunião em Portugal: «o PNR exulta "Para nós é muito importante" que os congéneres europeus tenham aceitado vir a Portugal. É que, além de alemães, vêm também espanhóis, italianos, ingleses, belgas e suíços»

Então, mas não eram esses que o PNR queria fora de Portugal?

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quinta-feira, abril 05, 2007

Com portugueses não vamos lá



Ao lado do outdoor do PNR no Marquês de Pombal, em Lisboa, os Gato Fedorento colocaram o seu próprio cartaz. Uma piada mais cara que o habitual, segundo dizem.

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