
Designa-se antiglobalização aquele que luta por uma globalização alternativa à existente.
O capitalismo apropriou-se da própria linguagem e designa como opositores do fenónemo - antiglobalistas - aqueles que, com uma enorme carga histórica, defendem a globalização social. Ao mesmo tempo a linguagem do sistema não tem qualquer pejo em nos apresentar os nacionalistas, proteccionistas, anti-migrações e promotores de guerras entre Estados como os defensores da globalização.
Historicamente a esquerda, concretamente a não alinhada com a experiência soviética, sempre se bateu pela globalização, ou usando outro vocábulo pelo internacionalismo. Como Marx escreveu, «os operários não tem pátria». Marx, Trotsky e mesmo Lenine sempre teorizaram que o socialismo é impossível num só país e que o seu sucesso só seria possível com outras revoluções proletárias a nível global.
De facto, um operário português e um operário sul coreano tem mais em comum entre si ou com as elites do seu respectivo país? Então de que lhes serve a globalização assente na guerra permanente e na substituição da democracia pelo Mercado? E porque raio é que na linguagem do regime eu sou anti-globalização?
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