sexta-feira, janeiro 30, 2009
quarta-feira, setembro 17, 2008
Concorda com o casamento mais complicado?

Já em 2006, data de apresentação da primeira proposta legislativa, a questão do "mais simples" foi das mais debatidos pelos opositores da lei. Contudo, é bastante curioso que se discuta a "simplicidade" no final mas nunca no início. Para a realização do casamento basta o livre consentimento de ambos (o que concordo), nada mais simples que isso. A simplicidade com que se casa nunca foi nem é tema de conversa. Nunca ninguém se lembrou de questionar se o casamento e o acesso ao mesmo deve ser mais complicado ou não. Aliás essa simplicidade e o incentivo ao casamento é alegremente difundida por aqueles que agora se indignam com a "simplicidade" do divórcio.
Gostei particularmente da intervenção do padre Manuel da Rocha no programa, afirmando não se rever neste processo em que lhe parece que há várias opiniões e ganha a opinião que tiver mais adeptos. Compreendo que se trate de um conceito difícil, mas chama-se democracia. Acrescenta ainda que esta nova lei é um clima de sociedade em que a ICAR não se revê, e acrescento eu que está no seu direito, não está é no seu direito impor a sua moral a toda a sociedade em substituação da democracia e da liberdade individual.
Etiquetas: chama-se democracia, divórcio, família
quarta-feira, agosto 20, 2008
A família ao serviço do capital

Foi esta organização social que no século XIX permitiu o advento produtivo. Como Manuela Ferreira Leite ainda hoje defende, procriar que nem coelhos para ajudar a economia, isto é, para fornecer novos trabalhadores ao frenesim produtivo/consumista.
O mundo deu muitas voltas, e no século XXI a família tradicional/nuclear volta a assumir uma importância estrutural na economia. Com o neoliberalismo, a estabilidade da familia nuclear é essencial para fornecer as redes de apoio no futuro, após a "anunciada" morte do estado social.
A família da porrada e dos bons costumes
Barbara KrugerO Presidente dá ainda um excelente exemplo: «uma situação de violência doméstica, em que o marido agride a mulher ao longo dos anos – uma realidade que não é rara em Portugal – é possível aquele obter o divórcio independentemente da vontade da vítima de maus tratos». Prtanto - e apesar dos argumentos económicos adiantados à frente - a lei deve obrigar que um criminoso de violência doméstica se mantenha casado, mesmo contra a sua vontade e com o devido ascendente circunstancial que lhe permite exercer o seu crime de eleição?
Já agora, o que fez o Primeiro-Ministro Cavaco, com todos os mecanismos legislativos e institucionais ao seu dispôr, para lutar contra a violência doméstica?
sexta-feira, julho 13, 2007
Agilizar argumentação
Etiquetas: democracia, divórcio, religião
quarta-feira, maio 16, 2007
Lei do divórcio
O que está em causa é a visão sobre o divórcio a pedido de um cônjuge: se é permitido apenas pela culpabilidade de um dos cônjuges provada em tribunal, ou se deverá ser permitida porque o casamento falhou. Ninguém mete entraves ao casamento, onde é precisa a vontade expressa de duas pessoas. Estranhamente, para o PS já basta persistir a vontade de uma pessoa para a existência do casamento.
Não me vou estar a repetir, é que não tenho paciência para andar ainda a discutir estas coisas no séc. XXI. Já publiquei um artigo de resposta (em Abril do ano passado a artigo de D. António Marcelino, bispo de Aveiro; invariavelmente o conteúdo do projecto é sempre contornado para não se discutir), está lá a minha argumentação e informação sobre o projecto-lei: ler aqui, quem tiver paciência.
Etiquetas: divórcio, liberdade individual
