quarta-feira, maio 06, 2009

Empresários pela nacionalização

Aqueles que sempre se bateram pelas privatizações, para assim ficarem com o bolo todo, são aqueles que agora pedem para o Estado assumir o risco dos seus negócios privados: Associação Empresarial de Portugal efendem a renacionalização de uma seguradora de crédito para salvar as exportações.

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quarta-feira, setembro 17, 2008

Compreender a crise com a ajuda dos liberais


Andam para aí a perorar que no capitalismo neoliberal não havia outra solução que não esta criação massiva de dinheiro para resolver/atenuar a crise. Poucos admitem que foi este mecanismo de criação de dinheiro que nos colocou esta crise em primeiro lugar e que se está a provocar um efeito de bola de neve. Antes de mais, convém lembrar que Milton Friedman se opunha à criação de dinheiro por parte dos bancos centrais nestes moldes, mas isso seria assunto para outra conversa.

Leia-se o que já em 2003 dizia o ultra-liberal Ron Paul (candidato derrotado nas recentes primárias do Partido Republicano e congressista pelo mesmo partido) sobre estas injecções de dinheiro (citado pelo Blasfémias, responsável pelos destaques):


(…) This explicit promise by the Treasury to bail out GSEs [government sponsored enterprises] in times of economic difficulty helps the GSEs attract investors who are willing to settle for lower yields than they would demand in the absence of the subsidy. Thus, the line of credit distorts the allocation of capital. More importantly, the line of credit is a promise on behalf of the government to engage in a huge unconstitutional and immoral income transfer from working Americans to holders of GSE debt.(…)

Ironically, by transferring the risk of a widespread mortgage default, the government increases the likelihood of a painful crash in the housing market. This is because the special privileges granted to Fannie and Freddie have distorted the housing market by allowing them to attract capital they could not attract under pure market conditions. As a result, capital is diverted from its most productive use into housing. This reduces the efficacy of the entire market and thus reduces the standard of living of all Americans.

(…) Perhaps the Federal Reserve can stave off the day of reckoning by purchasing GSE debt and pumping liquidity into the housing market, but this cannot hold off the inevitable drop in the housing market forever. In fact, postponing the necessary, but painful market corrections will only deepen the inevitable fall. The more people invested in the market, the greater the effects across the economy when the bubble bursts.”


Já agora deêm um salto ao blog de direita 31 da Armada para ler um exemplo, desejado ou não, sobre o desvio no mecanismo de procura induzido pelo mercados de futuros. Em vez do café podemos também referir o trigo que ainda nem semeado foi e já foi transaccionado trinta vezes em Chicago.

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segunda-feira, setembro 08, 2008

Nacionalização, versão faroeste

Sentenza - O bom, o mau e o vilão [Sergio Leone]


As empresas de crédito imobiliário Freedie Mac e o Fannie Mae, ambas em falêcia anunciada e cujas acções cairam 90% no último ano, foram nacionalizadas pelo Governo dos states, num investimento de 200 mil milhões de dólares, o que dá uns impressionantes 656 dólares por cidadão norte-americano (e há quem não seja tão rectilineo como eu, coloque outras variáveis na equação e aponte para um custo de quase mil dólares por cidadão)!!!

Um país onde os impostos são demonizados, e que como tal a saúde e a educação são serviços pagos a que milhões não tem acesso, prepara-se para salvar duas empresas privadas através dos impostos dos cidadãos.

No país modelo da "mão invisível" do mercado, o Estado realiza uma das maiores nacionalizações da história moderna, nacionalização de prejuízos entenda-se. É o retrato fiel do capitalismo onde o risco é assumido pelos cidadãos.

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quarta-feira, agosto 15, 2007

Liberais em part-time

O Banco Central Europeu emprestou mais de 200 mil milhões de euros aos bancos para compensar a crise no crédito à habitação de alto risco nos Estados Unidos. A Reserva Federal Norte-Americana emprestou 34 mil milhões de euros. Os bancos centrais da Suíça, Japão, Canadá, Austrália e Noruega também emprestaram dinheiro à banca.

Estranhamente os liberais continuam calados. Para estes liberais, a existência de um salário mínimo, o limite de 40 horas de trabalho semanal, o impedimento de despedir sem justa causa, etc., são interferências inadmissíveis no livre funcionamento do mercado. Porém, o emprestimo de quantias obscenas aos bancos não lhes faz qualquer comichão!

Não se preocupem que quando a discussão da legislação laboral voltar, estes liberais cá estarão para nos lembrar que o patronato investe e corre riscos, logo deve poder despedir sem motivo e sem indemnização. Riscos? (sim, esses riscos que os bancos centrais estão a cobrir, mas não digam nada! A realidade não pode incomodar a ideologia)

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sexta-feira, julho 06, 2007

Só eu é que posso comprar, senão não brinco

"O Benfica não está à venda" - Joe Berardo (que lançou uma OPA sobre as acções do Benfica) em reacção a uma OPA concorrente em que uma empersa chinesa oferecerá o dobro daquilo que Joe Berardo ofereceu por acção.

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sexta-feira, junho 22, 2007

Contribuamos de bom grado para Berardo

Bela imprensa! Ontem na tv, Berardo afirmou que não faz sentido pagar indemnizações quando despede. Isto porque os trabalhadores só tem aquele emprego já que Berardo assim o quis.
O discurso liberal e de menos Estado é só para o que convém claro, notícia de hoje: Ministério da Cultura dá 3 milhões a Berardo.

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