segunda-feira, janeiro 18, 2010

Quem é Fino vai à Caixa


Há quase um ano, a Caixa Geral de Depósitos comprou acções da Cimpor à sociedade de Manuel Fino por um valor total de 302 milhões de euros... sendo que essas mesmas acções só valiam 244 milhões na altura. A Caixa ofereceu assim 62 milhões de euros do dinheiro de todos nós...

Sabemos agora que esse negócio terá sido ainda mais fantástico do que parecia na altura, já que a Investifino vem hoje esclarecer que "é detentora dos direitos de voto correspondentes aos 9,584 por cento do capital da Cimpor que vendeu à Caixa Geral de Depósitos (CGD) em 2009, ficando o banco estatal sem direitos de voto."

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quarta-feira, novembro 25, 2009

À ganância

9,7 mil milhões de euros foi a quantia desviada do BPN. Resta saber quanto deste dinheiro será devolvido, mesmo depois das acusações e eventuais condenações. A melhor forma de assaltar um banco é mesmo de colarinho branco...

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quinta-feira, julho 16, 2009

Banco de Portugal



Ontem fui abrir uma conta à Caixa Geral de Depósitos. Como condição necessária, definida pelo Banco de Portugal, tive que entregar um comprovativo de morada e de entidade empregadora... isto apesar de já ter conta na CGD, de receber cartas da CGD e de receber o meu salário numa conta da CGD.

Moral da história: podemos sair do BPN com sacos de dinheiro, mas para abrir uma conta há que cumprir a burocracia.

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terça-feira, junho 16, 2009

Há lições caras

quarta-feira, abril 15, 2009

1929 revisited


Xutos & Pontapés - Sem Eira Nem Beira

Desde Janeiro já foram anunciados mais de 778 mil despedimentos em todo o mundo, aqui está uma nova oportunidade de negócio: o exército de reserva aumenta logo, como o trabalho é uma mercadoria, pode-se efectuar um dumping social na contratação... por cá o código de trabalho já está atento a esta nova realidade, os novos contratados serão mais precários. O desemprego só se torna um problema quando se transforma em contestação social, até lá é essencial à economia.

Preços anuais recuam nos EUA pela primeira vez em mais de meio século, aí está uma nova oportunidade de negócio para quem anda a armazenar dinheiro. Os bancos centrais andam a injectar quantidades alucinogénas de dinheiro no sistema, a taxas quase de borla. Contudo vemos nas notícias que o crédito é rarefeito, que é quase impossível obter um e que as hipotecas estão a ser executadas. Ou seja, a banca está a armazenar o dinheiro "novo" e a ir buscar o "velho", sem dinheiro a circular a economia colapsa, as empresas fecham, surge uma crise de deflação. Ora, nesse cenário onde as fábricas, os recursos e tudo o mais ficam mais baratos (ou o dinheiro a valer mais, dado ter-se tornado numa mercadoria mais rara) quem é que têm liquidez para comprar tudo? Quem andou a armazenar dinheiro há nossa custa.

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quarta-feira, janeiro 21, 2009

Valor de uso e valor de troca


Por apenas 999,99 dólares podes comprar uma aplicação para o iphone que se limita a apresentar a representação de uma pedra preciosa no ecrã. Por apenas 2695 dólares podes comprar a t-shirt "fuck the recession". [via Bugflux]

Esta transformação do valor em preço revela bem que o interesse colectivo e a racionalidade não fazem parte desse processo.

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terça-feira, dezembro 02, 2008

Interesse público: salvar as grandes fortunas


O Estado, todos nós portanto, garante 450 milhões de euros de fundos aos seis bancos que vão salvar o Banco Privado Português. Antes deste aval do Estado, portanto em condições normais de mercado, ninguém nem nenhum banco pegou naquela instituição financeira. Obviamente porque era um mau negócio e com um risco inerente demasiado grande, agora assumido pelo Estado.

O BPP é um banco de investimento e não um banco comercial. O BPP assumia-se como um banco gestor de grandes fortunas, tendo apenas três mil clientes. Ao longo dos anos, foram distribuídos dividendos pelos accionistas (30 milhões nos últimos três), os administradores tiveram salários de luxo e os clientes viram os seus investimentos serem altamente renumerados.

Portanto, ao longo de todos estes anos os accionistas e investidores enriqueceram à custa da especulação. À luz dessa mesma especulação, o banco aproximou-se do colapso e em vez de serem os responsáveis pela situação e os lucros anteriores a garantir a viabilidade do banco, todos os contribuientes são chamados a garantirem os lucros da ganância (mesmo quando ela gera prejuízos), ao mesmo tempo que transformam este banco num novo produto financeiro a ser devorado por outros. Mesmo numa lógica de economia de mercado, a má gestão é premiada à custa do esforço e trabalho de todos nós. Estranha missão de interesse público.

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quarta-feira, outubro 22, 2008

O dealer roubou-me *


No Vento Sueste está um elucidativo excerto de um trabalho de Jorg Guido Hulsmann onde este aborda o fenónemo da inflação (isto é, a criação massiva de dinheiro). O texto diz-nos muito sobre a "solução" que os senhores do regime apresentam para combater a crise:
(...) the firms who receive money fresh from the printing press are thereby benefited. (...) And all other owners of money, whether they are entrepreneurs or workers, are harmed too, because their money now has a lower purchasing power than it would otherwise have had.

(...) Inflation is an unjustifiable redistribution of income in favor of those who receive the new money and money titles first, and to the detriment of those who receive them last.

(...) Inflation is the vehicle through which these individuals and groups enrich themselves, unjustifiably, at the expense of the citizenry at large.

* - título roubado ao refrão de "Lisboa" - Mão Morta

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quarta-feira, outubro 08, 2008

O cão que tenta morder a sua cauda

Cartoon via O Nadir dos Tempos

Perdi-me nas contas, mas foi um dia em cheio! O Banco de Inglaterra nacionalizou parcialmente os maiores bancos da ilha por 64,3 mil milhões de euros e abriu uma linha de crédito a curto prazo de 258 mil milhões de euros. O Banco do Japão interveio hoje pelo 16º dia consecutivo na economia, desta feita com a injecção de 11 mil milhões de euros. Entretanto, a Reserva Federal Americana está a emprestar dinheiro de borla (taxa de juro 1,5%).

Mas a melhor parte para mim é a justificação do Governo Inglês para a ruinosa nacionalização parcial: «O grande problema é que se não fizermos isto, os bancos deixam de emprestar dinheiro entre eles e se não emprestam entre eles também não nos vão emprestar a nós. Isto está a passar -se em todo o mundo.» - Alistair Darling

Esta argumentação faz-me lembrar o cão que desalmadamente tenta apanhar essa coisa estranha que é a sua cauda. Segundo esta teoria, o Estado faz nacionalizações ruinosas e cria rodos de dinheiro para que os bancos continuem a emprestar dinheiro.

Ora, o dinheiro em causa é válido porque o Estado lhe confere essa autoridade (delegou a criação de dinheiro ao Banco de Inglaterra e consequentemente nos demais). Portanto, se os bancos não conseguem fazer uso dessa autoridade ou a usaram indevidamente, muito simples: o Estado assume novamente essa autoridade. E não nos podemos esquecer que essa autoridade foi delegada de acordo com a crença neoliberal de que a coisa privada torna a coisa melhor. Caso ainda não tenham reparado, a financeirização da economia que isso permitiu é exactamente a causa desta crise.

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domingo, setembro 21, 2008

Neoliberais quando lhes convém


EUA revelam plano de 700 mil milhões de dólares para salvar a banca

Podemos criar dinheiro para resolver problemas sociais? Claro que não, isso levaria a que o custo dessa operação fosse pago por toda a população através da inflação! Para mais, isso levaria a uma alocação de capital que nunca ocorreria com os mecanismos do mercado livre, provocando assim uma inadmissível e perigosa distorção da economia.

Então e podemos criar dinheiro para salvar bancos? Ah, nesse caso mandamos o neoliberalismo às urtigas!

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sexta-feira, setembro 19, 2008

Para quem ainda não sabe como o dinheiro é criado


Um jornal, Crisi, de 20 páginas e tiragem de 200 mil exemplares foi financiado com dinheiro "roubado" aos bancos. Os activistas pediram 68 empréstimos a 39 entidades bancárias, num total de 492 mil euros, sem qualquer aval ou garantia, empréstimo que não pagarão. O jornal foi distribuído em Barcelona a 17 de Setembro, e destaco o artigo onde descreve resumida e concisamente o sistema financeiro e o que é o dinheiro: El 95% del dinero es creado por bancos privados (também em inglês). [via Arrastão]

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Guernsey: a ilha do capitalismo impossível


Esta semana, para fazer face à crise, os principais bancos centrais criaram uma quantidade obscena de dinheiro. Os guardiões do sistema redundam que é assim porque é assim, porque tem que ser assim e não pode ser de outra forma. Esta malta nem sequer concebe que no sistema capitalista existem - e existiram - muitos mais sistemas monetários.

Apresento-vos Guernsey, uma dependência da Grã-Bretanha situada no canal da mancha. Uma ilha capitalista como qualquer outra. A sua única particularidade é ter dois tipos de moeda. Dispõe da libra esterlina, "dinheiro como o nosso", criado a partir da dívida. Basicamente um tipo vai pedir um empréstimo a um banco e assina o papel a dizer que o paga mais juros. Esta promessa de pagamento é o que leva o banco central (privado) a criar esse dinheiro e a o entregar ao banco que o empresta ao tipo e ganha rodos de dinheiro com isso [para uma explicação mais completa ver o vídeo que há muito está na coluna direita]. Este dinheiro representa dívida e tem juros.

Mas Guernsey dispõe também da sua própria moeda que emite quando realiza obras públicas. Assim em vez de pedir a um banco central que crie esse dinheiro (e que lhe cobre uma quantia exorbitante de juros), o próprio Estado cria esse dinheiro (igualmente a partir do nada) reduzindo drasticamente a necessidade de impostos. Guernsey cria assim dinheiro enquanto crédito (ao invés do dinheiro enquanto dívida) e usa-o para pagar as obras que faz.

Estas libras emitidas pelo Estado de Guernsey são universalmente aceites e são convertível em paridade por libras esterlinas. O que é óbvio já que - independentemente da forma,-quando é criado dinheiro para um Estado, ele endivida-se, e é certo que o pagará porque dispõe de autoridade e mecanismos para tal, nomeadamente os impostos.

A nota de Guernsey elucidada bem o que é o dinheiro:
  • By Authority of the States: na realidade o dinheiro não é nada a não ser uma representação social de valor (e uma mercadoria) que é aceite já que dispõe de uma certa autoridade.
  • The States of Guernsey Promisse to Pay the Bearer on Demand the Sum of: o dinheiro tanto num sistema como no outro é uma promessa de pagamento.

E pronto, acabaram-se os juros, a dívida pública e a escravidão dos estados e dos cidadãos em relação à banca. De notar que os Estados Unidos da América até 1971 também tiveram este sistema misto, mas esse é assunto para outro post.

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quarta-feira, setembro 17, 2008

O mérito do negócio

Compreender a crise com a ajuda dos liberais


Andam para aí a perorar que no capitalismo neoliberal não havia outra solução que não esta criação massiva de dinheiro para resolver/atenuar a crise. Poucos admitem que foi este mecanismo de criação de dinheiro que nos colocou esta crise em primeiro lugar e que se está a provocar um efeito de bola de neve. Antes de mais, convém lembrar que Milton Friedman se opunha à criação de dinheiro por parte dos bancos centrais nestes moldes, mas isso seria assunto para outra conversa.

Leia-se o que já em 2003 dizia o ultra-liberal Ron Paul (candidato derrotado nas recentes primárias do Partido Republicano e congressista pelo mesmo partido) sobre estas injecções de dinheiro (citado pelo Blasfémias, responsável pelos destaques):


(…) This explicit promise by the Treasury to bail out GSEs [government sponsored enterprises] in times of economic difficulty helps the GSEs attract investors who are willing to settle for lower yields than they would demand in the absence of the subsidy. Thus, the line of credit distorts the allocation of capital. More importantly, the line of credit is a promise on behalf of the government to engage in a huge unconstitutional and immoral income transfer from working Americans to holders of GSE debt.(…)

Ironically, by transferring the risk of a widespread mortgage default, the government increases the likelihood of a painful crash in the housing market. This is because the special privileges granted to Fannie and Freddie have distorted the housing market by allowing them to attract capital they could not attract under pure market conditions. As a result, capital is diverted from its most productive use into housing. This reduces the efficacy of the entire market and thus reduces the standard of living of all Americans.

(…) Perhaps the Federal Reserve can stave off the day of reckoning by purchasing GSE debt and pumping liquidity into the housing market, but this cannot hold off the inevitable drop in the housing market forever. In fact, postponing the necessary, but painful market corrections will only deepen the inevitable fall. The more people invested in the market, the greater the effects across the economy when the bubble bursts.”


Já agora deêm um salto ao blog de direita 31 da Armada para ler um exemplo, desejado ou não, sobre o desvio no mecanismo de procura induzido pelo mercados de futuros. Em vez do café podemos também referir o trigo que ainda nem semeado foi e já foi transaccionado trinta vezes em Chicago.

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segunda-feira, setembro 15, 2008

Hoje fui assaltado e o PSD não disse nada

Hoje, o Banco Central Europeu criou trinta mil milhões de euros para ajudar os bancos. Ora, em contas lineares isso dá 94 euros por cada cidadão da zona euro. Portanto, quer seja em imposto ou em inflacção, eu e cada cidadão da zona euro pagará efectivamente este valor, é apenas uma questão de tempo.

Hoje 320 milhões de pessoas foram assaltadas, ainda assim aquém do recente assalto de mil dólares a cada um dos 300 milhões de estado-unidenses.

Adenda 16.Set: Aos 30 mil milhões de ontem juntam-se mais 70 mil milhões hoje, já se poderá falar numa "onda de assaltos".

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quinta-feira, setembro 11, 2008

O dinheiro no futebol


Há uns tempos houve a mirabolante história do rapto e roubo do empresário do Makukula - que tinha acabado de sair do banco com 200 mil euros no bolso -, agora o Rosário Central assegura que o Benfica se enganou a pagar a conta do Di Maria e transferiu 6,6 milhões de euros quando só devia ter transferido 5,5 milhões.

Acontece a todos, uma vez ao pagar um croissant enganei-me e dei 5 cêntimos a mais. Imagino que no Chelsea, Manchester City, AC Milan, Zenit e Shakhtar, etc., a história seja a mesma, mas à escala.

Vá, leiam novamente a notícia, mas desta vez sem se rirem!

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sexta-feira, julho 18, 2008

A verdadeira alquimia

[publicado no Diário de Aveiro, 18 de Julho de 2008]

Em Fevereiro , o Northern Rock– um dos maiores bancos britânicos de crédito imobiliário – entrou em colapso. Então, o Banco de Inglaterra emprestou 55 mil milhões de libras (o equivalente a mil libras por cidadão britânico) ao banco em causa. Face à contestação generalizada, o governo britânico viu-se obrigado a nacionalizar o Northern Rock.

Esta semana, duas empresas financeiras norte-americanas dedicadas ao crédito imobiliário (Fannie Mae e Freedie Mac) entraram em colapso. A Administração Bush pediu ao Congresso que aprove uma linha de crédito até 300 mil milhões de dólares (o equivalente a mil dólares por cidadão norte-americano) para salvar estas empresas. Foi ainda pedida autorização para comprar acções destas duas empresas, portanto o Estado declara-se disposto a comprar parte destas empresas praticamente falidas e que mais ninguém no mercado ousaria tocar.

É sabido que o cidadão que por qualquer infortúnio deixe de conseguir pagar as mensalidades do seu crédito ao banco, está desgraçado e o Estado certamente não se mete no assunto. Da mesma forma, o Estado nada faz se qualquer um de nós tiver um pequeno negócio que vá à falência.

O capitalismo é isto mesmo, só é bom para os amigos. Os grandes negócios financeiros são isentos de risco, já que se correr mal, o Estado – todos nós – assume o risco inerente ao investimento. No sistema vigente vigora a privatização do lucro e a nacionalização do prejuízo.

Para mais, o negócio dos bancos é bastante interessante. A sua actividade consiste na produção de dinheiro a partir do nada. Os bancos emprestam aos seus clientes dinheiro que não tem e que não existe. De seguida pedem aos bancos centrais que façam mais dinheiro, sendo que nem é preciso imprimi-lo, basta inserir os números no computador.

Em suma, o dinheiro que os bancos emprestam não tem correspondência com os débitos depositados, nem com nada que possuam. A única garantia de valor do dinheiro é a assinatura do cliente do empréstimo que se compromete a pagar esse valor.

Os bancos são assim um excelente negócio, já que na prática possuem o alvará de produção de dinheiro a partir do nada. Para mais, a quantidade de dinheiro existente controla em muito a inflação e a definição da taxa de juro – os dois eixos da política financeira.

De acordo com a teoria neoliberal, o mercado através da interacção dos indivíduos e na ausência de uma entidade coordenadora do interesse comum, resulta numa determinada ordem como se existisse uma “mão invisível” que os orientasse. Daí que defendem que a economia de mercado deve funcionar sem a interferência do Estado. Porém, os próprios arautos liberais mandam a sua própria teoria às urtigas quando uma instituição financeira está em crise e usam o Estado para a salvar em claro prejuízo de toda a sociedade.

De igual modo, nos casos relatados, os 55 mil milhões de libras e os 300 mil milhões de dólares não existem no momento da decisão, sendo dinheiro que será apenas produzido pelos bancos centrais de propósito para a ocasião.

Da próxima vez que lhe digam que vivemos num mundo onde não há dinheiro para a segurança social, para a acção social, para a saúde, para a educação, pense nos valores pornográficos que o Estado fabrica para salvar empresas financeiras...

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sábado, março 01, 2008

O que é o dinheiro?



Dinheiro como dívida. O que é afinal o dinheiro no nosso sistema económico? O que representa? É um sistema sustentável? No sistema educativo, alguma vez tiveste uma aula sobre o que é o dinheiro? 47 minutos que valem a pena.

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