sábado, outubro 17, 2009

Beira-Mar: a tragicomédia ou como a elite não vive sem poder


Brigitte Bardot & Serge Gainsbourg - Bonnie & Clyde


Artur Filipe, falando em nome de vários ex-dirigentes do Beira-Mar incluindo os ainda vereadores Capão Filipe e Caetano Alves diz: "Quando estivemos no clube, em três anos e dois meses arranjámos 1,5 milhões de euros e pusemos 600 mil euros nossos e os que nos seguiram venderam as piscinas, que nós deixámos, por 2,5 milhões, não pagaram à Câmara 1,3 milhões de euros e foram-se embora".

É só impressão minha ou é cómico ouvir Artur Filipe falar nestes termos de um negócio realizado pela Câmara Municipal de que Capão Filipe e Caetano Alves fazem parte... sem conhecimento dos mesmos? Artur Filipe deixa claro que a sonegação de informação por parte de Élio Maia deu claro benefício económico a alguns dirigentes em detrimento de alguns ex-dirigentes. É este o objectivo do serviço público?

Artur Filipe adianta ainda que "Estamos disponíveis para pegar novamente no Beira-Mar, desde que a Câmara apoie o clube". A elite, despojada da autarquia, prepara novo assalto ao poder.

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sábado, agosto 08, 2009

Para o óbvio não é preciso ser adivinho

quinta-feira, maio 15, 2008

Está quase tudo dito

«esta notícia da Terra Nova: José Chachide diz que a Câmara propôs ao Beira-Mar dar-lhe um terreno em vez de dinheiro, mas como o Beira-Mar não queria o terreno arranjou um amigo construtor civil que o comprou, e que havia um acordo verbal para que parte da verba envolvida no negócio fosse parar aos cofres do clube. Não sei o que é mais triste: a negociata em si ou alguém dizer isto num órgão de comunicação com todo o à vontade do mundo, como se fosse normal.» Ivar Corceiro no Não Compreendo as Mulheres [sublinhado meu]

E só não está tudo dito porque o Ministério Público também deverá ter uma palavra a dizer.

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sexta-feira, março 07, 2008

Câmara Municipal de Beira-Mar


A fonteira que separa a Câmara Municipal de Aveiro do Beira-Mar é de tal forma difusa que um Vereador (simultaneamente Presidente-Adjuntodo clube) é apontado pela imprensa como possível candidato a Presidente do Beira-Mar; é encorajado a avançar pelos seus pares; ele próprio aponta um nome à liderança do clube; e um órgão de comunicação social promove um inquérito online sobre qual o melhor candidato a Presidente do Clube com o nome do Vereador.

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segunda-feira, dezembro 10, 2007

Cadeiras vazias, só na exacta medida

Hoje, em artigo de opinião no Diário de Aveiro, o ex-Vereador Jorge Greno critica veemente os Vereadores do PS por estes se terem ausentado da votação da cedência do terreno das piscinas ao Beira-Mar.

Ora, e que solução Jorge Greno advoga para resolver esta situação? Que na votação, os Vereadores do PS saiam da sala no exacto número para dar maioria à Coligação PSD-CDS/PP, cujos dois Vereadores do CDS/PP estão legalmente impossibilitados de participar na votação! Portanto: sairem todos da sala é horrível e anti-democrático; sairem no número adequado para que a proposta passe é puro bom senso!

A aritmética está complicada para o CDS/PP, já que mesmo que queira substituir os seus dois Vereadores para esta reunião tem que recorrer aos suplentes da lista. Isto se houverem dois suplentes indicados pelo CDS/PP, caso contrário a substituição dá-se pelos elementos indicados pelo PSD. Ora, os primeiros "PSD" da lista (6º e 7ª) também estão legalmente impossibilitados de serem Vereadores nem que seja por um só dia, já que estão empregados nas empresas municipais. Sobraria assim o último da lista!

Mas isto são meras contas de mercearia que me lembrei de fazer face à indignação selectiva do ex-Vereador Jorge Greno. Importa é discutir e salvaguardar o interesse colectivo e como tal rejeitar o pagamento através deste terreno sem qualquer salvaguarda de uso, ainda para mais sendo publicamente conhecido que o terreno é cobiçado.

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sexta-feira, dezembro 07, 2007

O terreno das piscinas, a CMA e o Beira-Mar

Há coisas tão óbvias sobre a cedência do terreno das piscinas da CMA ao Beira-Mar que nem tenho tido vontade de as meter por escrito. Esta cedência, equivalente à venda por 600 mil euros, serve para pagar parte da dívida [resutante de subsídios, protocolos e afins] da CMA ao Beira-Mar, e decorre do memorando de entendimento que recentemente foi aprovado pela Coligação e PS na Vereação.

Ponto prévio: O Vereador Caetano Alves suspendeu o mandato de Presidente-Adjunto do Beira-Mar para poder participar nesta votação. Seria um vou ali e já venho, ainda para mais de quem esta vinculado ao Beira-Mar com um compromisso de sigilo sob pena de pena de mandato [n.2, art. 38 dos estatutos do Beira-Mar]. A sua participação na votação seria um sério problema ético, se eventualmente tivesse conhecimento de que o Beira-Mar poderia vender o terreno passados poucos dias, por uma verba muito superior, deveria ou não travar o negócio? Face a críticas alheias, o Vereador no momento da votação terá recuado.

Quanto aos pontos centrais, temos que a CMA não é capaz de quantificar a dívida para com o Beira-Mar e quer fazer este negócio antes de conhecer esse montante. Parece-me que a ordem das coisas está invertida.

O Partido Socialista, estando em maioria no momento da votação - ausência por incompatibilidade dos dois Vereadores do CSD-PP - decidiu abandonar a reunião, inviabilizando-a por falta de quórum. Adiantaram dois motivos para a ausência: querem que a Coligação se faça representar em maioria, sem faltas, na votação e querem uma cláusula de reversão de uso caso o destino a dar ao terreno seja outro que não o desportivo, isto para além de este ser um negócio avulso e não a execução do memorando como um todo. Estando em maioria esta ausência é de natureza diferente daqela aquando da votação do PDA.

Em relação à segunda condição, parece-me daquelas coisas óbvias, tal como o Bloco de Esquerda já defendeu em duas ocasiões [1, 2], é incompreensível ceder o terreno sem a garantia da manutenção do uso e das valências desportivas instaladas.

Quanto à primeira, na prática, implica que a Coligação assuma a responsabilidade política por este negócio. A dívida para com o Beira-Mar decorre dos anteriores protocolos que a CMA fez no tempo da governação PS. Face à herança que as suas políticas deixaram, o Partido Socialista não parece disposto a chumbar este negócio como poderia ter feito hoje. Recorde-se que o protocolo feito pelo anterior executivo PS consistia, após o "empréstimo" do estádio ao Beira-Mar, no pagamento por parte da EMA (empresa municipal) ao Beira-Mar de 500 mil euros pelos camarotes que depois a própria EMA vendia. Como JMO desenvolve no seu blog, os valores que a EMA conseguiu arrecadar com essa venda foram sempre muito inferiores aos 500 mil euros.

Quanto à questão levantada por Raúl Martins de isto se tratar de um subsídio encapotado, JMO responde relevando com o quão mau seria o protocolo celebrado pelo anterior executivo PS, nada dizendo sobre o actual negócio. Relativiza e chuta para canto.

O usufruto das piscinas por parte do Beira-Mar está assegurado, mesmo com o terreno pertencendo à CMA. Porém o Presidente do Beira-Mar dá a entender que este terreno tem que entrar até ao fim deste mês, porque precisa de dinheiro a partir de Janeiro. Assim sendo, coloca-se outra questão óbvia que já foi adiantada por Nuno Quintaneiro: será que já existe algum negócio (nomeadamente com uma clínica de saúde) previsto para o dito terreno? Ou, será que o terreno servirá como garantia bancária para contrair mais um empréstimo, ou, para libertar os dirigentes dos avales pessoais? É que ninguém sabe o que a direcção do clube pretende fazer ao terreno...

A questão central a que a CMA se furta é: porque insiste em querer ceder o terreno sem garantias de uso? Sendo que a CMA já terá sido contactada para vender aquele terreno para a construção de uma clínica privada, e sendo que o Presidente do Beira-Mar já admitiu a possibilidade de deslocalização das piscinas, por é que a CMA não inscreve garantias de uso no negócio?

Esta questão é central, pois dela depende o valor do terreno. O terreno com as piscinas vale uma coisa, o terreno para especulação imobiliária e apropriação de mais-valias urbanísticas vale muitas vezes mais. E, obviamente, a CMA precisa de saber afinal que valor está a ceder ao Beira-Mar.

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terça-feira, setembro 04, 2007

O CDS/PP não sabe ganhar campeonatos

Vereadores do CDS-PP eleitos na Coligação PSD-CDS/PP nas autárquicas em Aveiro:

Capão Filipe - dirigente do Beira-Mar
Jorge Greno - dirigente do Beira-Mar [mandato de Vereador suspenso]
Caetano Alves - dirigente do Beira-Mar [Vereador em substituição]

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