quinta-feira, outubro 15, 2009

Quem manda na Universidade de Aveiro?

Ricardo Espírito Santo Salgado (BES)
Murteira Nabo (GALP)
Joaquim da Silva Lopes (EDP)

São três dos cinco curadores da Universidade de Aveiro (UA), que decidem que património imobiliário a UA compra ou vende, e que aprovam as linhas gerais de orientação científica e pedagógica da UA, o seu plano financeiro e patrimonial, o orçamento, etc..

Estes três cidadão tem uma relação directa e linear com empresas que tem os seus próprio objectivos legítimos, sendo que provavelmente foram escolhido exactamente por essa ligação. O que nos garante que estes cidadãos, escolhidos por este critério, votem de acordo com o interesse colectivo e social e não de acordo com os interesses das empresas que "representam"?

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terça-feira, setembro 29, 2009

Da imparcialidade

Diário de Aveiro 25/09/2009

Estranhamente, quarta-feira, Helena Nazaré, reitora da Universidade de Aveiro (UA), criticou o Bloco de Esquerda pela sessão - autoriada pela CNE - que faria no dia seguinte naquela universidade. Dizia mesmo que se tinha quebrado uma tradição de 35 anos, quando ainda há pouco tempo, na campanha das presidenciais vários candidatos fizeram sessões públicas na UA.

Mais extraordinário é que Francisco Louçã - tal como José Sócrates, Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas e Jerónimo de Sousa o foram para outros dias - tinha sido convidado pela Associação de Estudantes da UA para naquele mesmo dia fazer uma conferência no Pavilhão Aristides Hall. Contudo, o convite foi retirado alegando o plano de contigência da UA para a gripe A.

Sabemos agora que no dia da conferência de Francisco Louçã, a reitora da UA tinha convidados de honra: Maria de Belém Roseira, Filipe Neto Brandão e Luís Miguel Ferreira. A reitora pousou inclusivamente para a foto com os candidatos a deputados pelo PS. É a imparcialidade selectiva.

De realçar ainda os critérios jornalísticos do Diário de Aveiro. Na sua edição de quarta-feira metem em relevo as críticas. Na sua edição de sexta-feira nada sobre a conferência de Francisco Louã e Miguel Portas na UA, um candidato a primeiro-ministro e um dos eurodeputados mais mediáticos, numa sessão já de si mediatizada pelas críticas anteriores! Contudo, essa mesma edição apresentam-nos os convidados de honra.

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segunda-feira, dezembro 22, 2008

Não há fundação? Não há dinheirinho!


No dia em que o Público tem na sua capa que «[n]os últimos três anos, as transferências do Estado para as instituições de ensino superior têm vindo a diminuir e já não chegam para cobrir as despesas correntes», eis que para o lado de Aveiro se deu o milagre das rosas e, para aquilo que não havia dinheiro, passou a haver e para muito mais: a Universidade de Aveiro passa a Fundação pública de direito privado e é contemplada com um contrato-programa com o ministério que prevê «o reforço das infra-estruturas e equipamentos, científicos e de ensino, a contratação de recursos humanos qualificados e o desenvolvimento de medidas específicas de apoio aos estudantes».

A chantagem está bem à vista. Ou aceitam o modelo de Fundação e a consequente mercantilização do ensino e da ciência, com os interesses privados com assento na direcção da mesma e a tomarem as decisões sobre um serviço de interesse público e colectivo, ou então definham sem dinheirinho!

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quarta-feira, junho 25, 2008

Quando a realidade estraga a propaganda

terça-feira, setembro 18, 2007

Ah, por isso é que a Universidade está cheia de empregados de mesa

segunda-feira, abril 02, 2007

UA no Second Life

Confesso-me um total ignorante do Second Life, um jogo/realidade virtual de que já ouvi falar mas nunca experimentei. Várias empresas já abriram escritórios no Second Life e tudo se comercializa por lá, incluindo terrenos, serviços e produtos virtuais, movimentando um total de meio milhão de dólares por dia.

A Universidade de Aveiro tornou-se na primeira universidade portuguesa a entrar para o Second Life. Em termos de marketing ninguém bate a UA, o pior são os problemas crónicos de que as universidades portuguesas tem vindo a sofrer.

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