domingo, junho 28, 2009

Meritocracia para totós

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Nunca vivemos tão bem como no capitalismo


Um dos argumentos mais repetidos para tecer loas ao capitalismo é o de que nunca antes vivemos tão bem.

Ora, como se verifica, o período de financeirização da economia promoveu o empobrecimento colectivo em prol dos grandes monopólios. Para além disto, a afirmação demonstra um egocentrismo radical ignorando toda a realidade provocada pelo capitalismo, desde os cenários mais soft na Europa aos mais hard na Ásia, África e América do Sul.

Contudo, o aspecto que derruba definitivamente o argumento é o sucesso relativo do Feudalismo. Até à época feudal nunca antes se tinha vivido tão bem, e não foi por isso que se procurou um novo modo de produção. Essa busca de uma nova organização social deveu-se essencialmente ao facto de se tratar de um sistema filosoficamente injusto. Foi contudo substituído por um sistema que radica na mesma injustiça, constituindo relações de desigualdade e exploração da qual gera e aprisiona mais-valias: o capitalismo.

A crise financeira tornou ainda mais evidente que o neoliberalismo - actual sistema de legitimação política do capitalismo - falhou na busca de um mundo melhor e, mais importante, viu a sua fundamentação filosófica ruir! Assim, ou inventam rapidamente mentiras novas ou o sistema será no mínimo bastante contestado...

Etiquetas: ,

quinta-feira, outubro 16, 2008

A concorrência é o motor do desenvolvimento


Aprecio bastante este chavão que é repetido à exaustão. Fazendo juz à crença neoliberal, dispensa o confronto com a realidade e com a História. Por isso mesmo vale a pena dar uma vista de olhos a este texto, onde os exemplos históricos relatados nos dão conta dos colapos da civilização Maya e da população da Ilha de Páscoa como consequência directa da concorrência... coisa pouca portanto!

Etiquetas:

segunda-feira, julho 14, 2008

O Estado enquanto garante de lucro, once more


A administração Bush pediu ao Congresso para aprovar uma linha de crédito, que pode atingir 300 mil milhões de dólares ($ 300.000.000.000) para assegurar a viabilidade de duas empresas financeiras cujo negócio são os empréstimos (Fannie Mae e Freedie Mac).

Estas empresas foram criadas por iniciativa do Congresso americano, mas a posse é de privados como numa sociedade por acções. O negócio corre mal e o governo americano apressa-se a aplicar a velha máxima do capitalismo: privatização do lucro, nacionalização do prejuízo. Para mais, vai fazer a coisa através do excelente mecanismo de criar dinheiro a partir do nada, provavelmente nem terá que imprimir as notas correspondentes ao valor criado.


Os arautos do liberalismo não se cansam de nos dizer que os actos do capitalismo envolvem risco, e como tal o investidor/capitalista merece a sua riqueza já que teve visão e de forma destemida arriscou. O mito não sobrevive à realidade: abrir uma padaria é um negócio de risco, ao passo que ser proprietário de uma instituição financeira é uma actividade altamente segura já que o Estado* assume a componente de risco.

* todos nós

Etiquetas: ,

quarta-feira, maio 21, 2008

As mulheres não sabem conduzir*


O Centro Comercial 8ª Avenida (São João da Madeira) que incluí um masturbatódromo, contava também com lugares de estacionamentos - com dimensões iguais às dos lugares reservados a deficientes - exclusivos para mulheres.
* - aparentemente um novo chavão liberal

Etiquetas: , ,

sexta-feira, maio 09, 2008

A produtividade do capitalismo

De acordo com a TVI, nos hospitais portugueses cada médico faz em média uma operação às cataratas por semana! Em Cuba, para onde estão a ser deslocados doentes portugueses, cada médico realiza uma média de 15 a 20 operações por dia!

Etiquetas: ,

sexta-feira, novembro 30, 2007

Sem os investidores capitalistas, isto seria o descalabro


A fábrica têxtil de Arcos de valdevez - tomada à força pelas trabalhadoras, quando os administradores alemães tentaram roubar as máquinas durante a noite para deslocalizar a empresa, e entretanto comprada por um euro - produz em auto-gestão muito mais do que alguma vez produziu no tempo dos patrões alemães.

Etiquetas:

terça-feira, outubro 30, 2007

O valor sacrossanto da propriedade privada

Fotograma de Les Glaneurs et la Glaneuse [Os Respigadores e a Respigadora] de Agnès Varga

Ao contrário do que os liberais pretendem fazer crer, a propriedade privada não é um valor absoluto. A propriedade privada é um valor relativo que é pesado e ponderado juntamente com outros valores relativos. Mas melhor do que teorizar é concretizar:

  • O proprietário de um vasto terreno nas margens de um curso de água ou lago não pode vedar o acesso da aldeia vizinha à água. Há portanto aqui dois valores ponderados: a propriedade privada e o acesso à água.
  • Na vivência rural é normal recolher sub-produtos da actividade agrícola que não façam parte da exploração económica do proprietário (amoras, cogumelos, pinhas, etc.).
  • Tradicionalmente no meio rural, e agora também no meio urbano, é recorrente a actividade de respigar [originalmente designava a apanha no campo das espigas que aí ficaram após a colheita].
  • O usufruto da propriedade não é independente do bem colectivo. Assim, estes valores são pesados e o Estado pode desapropriar a propriedade, como sucede na construção de estradas e outras infra-estruturas de interesse público.
  • A propriedade privada e o acesso do público à natureza são ponderados e os cidadãos tem o direito de aceder a propriedade privada fundiária [vide everyman's right].
  • O uso da propriedade privada fundiária é limitada por mecanismos de ordenamento do território.
  • No regime juridico português existe a figura de usucapião, pela qual a propriedade é atribuída consoante o uso.

Etiquetas: ,

segunda-feira, outubro 29, 2007

Tão natural como a sua sede


A melhor forma de legitimar a ideologia é o epíteto "natural". Dos 200 mil anos da História da Humanidade, os primeiros 188 mil foram passados como sociedade recolectora e posteriormente como sociedade nómada. Como bem se compreendo durante este período, a propriedade privada era completamente irrelevante nas relações sociais.

Apenas na revolução neolítica [há 10-12 mil anos] a sociedade se tornou agrícola, e consequentemente sedentária. Somente há 12 mil anos numa História de 200 mil anos, e face à nova organização social, a propriedade privada se torna relevante dando origem ao feudalismo. Portanto a propriedade privada não é um valor/direito natural do Homem, mas sim cultural.

Etiquetas: ,

A naturalidade de quem nunca comeu amoras


«a propriedade privada é, ela própria, um valor absoluto, um direito inalienável e natural do Homem». Miguel Fernandes (CDS-PP), hoje no Diário de Aveiro

Etiquetas: ,

terça-feira, outubro 23, 2007

Meritocracia

quarta-feira, outubro 17, 2007

O capitalista acarreta o risco do seu investimento

terça-feira, outubro 16, 2007

A gestão privada evita os compadrios da gestão pública

Etiquetas: