sexta-feira, outubro 31, 2008

Avante! pirateado


Falando no Avante!, o seu site foi substituído por uma versão pirata [clicar na imagem para ampliare ver parte da versão pirata] - ou então por alguém com um sentido de humor muito próprio. Entretanto já foi colocado offline novamente. Garanto que não fui eu!

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A crise de sobreprodução, agora aqui tão perto


Sobre a crise de sobreprodução escrevi na quarta-feira, e já agora vale a pena ver o artigo de hoje da Rita Calvário. Mas vejamos o caso concreto da Renault C.A.C.I.A..

A indústria automóvel é um exemplo perfeito da maximização da acumulação de lucro à custa da sobreprodução. Essa é a razão de toda a acumulação de capital conseguida por esta indústria. Agora, face à crise inevitável desse mesmo modelo, a empresa lava as mãos. Os custos dessa crise e o risco dessa conduta assumida pela empresa são exteriorizados para os trabalhadores. Seja qual for a crise, no final são sempre os mesmos a pagar: a Renault C.A.C.I.A. suspendeu a produção durante três dias de forma a "reajustar" os stocks.

E será que a empresa faz os trabalhadores pagar a crise para evitar ter prejuízos ou para maximizar os seus lucros como sempre? Em 2007, a Renault terá tido um lucro de 2,669 mil milhões de euros, pelo que a resposta será óbvia! Não me parece crível que tenha perspectivas de prejuízo, e mesmo que essa perspectiva existisse, para onde foi o dinheiro de anos e anos de imensos lucros?

Contudo, e na mesma altura em que faz repercutir os custos das suas opções nos trabalhadores, a empresa continua a garantir ganhos em forma rentista: o Estado aprovou um investimento (isto é dar) 28,8 milhões de euros à Renault C.A.C.I.A..

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Revisionismo matrioska









José Casanova no Avante! desta semana acusa a historiadora Inês Pimental de ser revisionista com o seu livro «Biografia de um Inspector da PIDE – Fernando Gouveia e o PCP», que aparentemente nem terá lido. Mas eis que o Avante! desta semana foi retirado do seu site e substituído pelo da semana anterior. O revisionismo do revisionismo. O texto de José Casanova e o esclarecimento da autora (nos comentários) está entre as brumas da memória.

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quinta-feira, outubro 30, 2008

«Já me viste esta paneleiragem?!»*


Parece-me que as entidades responsáveis tem que avaliar o que falhou na sua actividade de garante da legalidade, e retirar as devidas ilações e responsabilidades para que casos como este não se repitam.

* - reacção de Silva Vieira à reportagem da TVI falando dos jornalistas entre empurrões, incluindo o «vão para o caralho!» e o meu preferido «vão mas é trabalhar!».

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quarta-feira, outubro 29, 2008

A crise de uns e de outros

Publicado no Ecoblogue



Acompanho com interesse as campanhas publicitárias de uma destacada “marca de sucesso”. A mensagem – mais ou menos descarada – é bastante simples, a nossa mobília é tão barata que é potencialmente descartável e como tal pode ir alterando o visual da sua sala à medida do seu gosto. Muito claramente, o acolhimento desta mensagem ditará um enorme proveito económico da actividade comercial em causa. O modelo vigente busca mil e um subterfúgios para garantir a procura da sua sobreprodução.

O capitalismo não é tímido, busca o lucro máximo sem limite de enriquecimento, e apenas essa avidez o conduz. Assim, a sobreprodução surge como uma excelente forma de maximizar os seus proveitos. A excessiva produção num mundo finito, com matérias-primas e recursos limitados gera um sistema onde a acumulação desenfreada de capital é feita à custa da natureza, da sua sustentabilidade e, em última análise, da vida de todos nós.

A actual crise financeira deixa antever a iminência de uma crise de sobreprodução. Chega o momento onde os bens produzidos em excesso perdem valor, mas também o momento onde a redução do poder de compra da população deixa de compensar o escoamento desses bens. Esta crise não afecta ambas as partes por igual. Os detentores do capital tem a capacidade de esperar por novos equilíbrios. Isto porque dispõem do capital para tal, de negócios rentistas livres de riscos e, como se isso não bastasse, os governos providenciam novas rendas atirando fluidez (leia-se o dinheiro dos impostos de todos nós) para o mercado. Para mais, podem exteriorizar o risco dessa sua conduta pela redução do custo do trabalho ou mesmo através de despedimentos.

As crises de sobreprodução são uma excelente oportunidade de negócio para quem se pode dar ao luxo de esperar. O detentores da riqueza podem muito bem asfixiar artificialmente a oferta fazendo subir os preços. Um caso concreto e bem visível é a actual redução de produção de petróleo anunciada pelos produtores. Mas também as habitações – o pecado original do sub-prime – são açambarcadas e retiradas, por ora, do mercado. Esta evidência é extensível a toda a míriade produtiva do capitalismo.

Se os detentores de capital podem influir na oferta, também o fazem na procura em nome do seu lucro. A recente crise alimentar pós sub-prime, teve origem na migração de capitais de mercados bolsistas inseguros, para outros garantidos como o da alimentação. Assim, no mercado de futuros, trigo que será semeado daqui a anos e cujas sementes ainda nem sequer existem, foi transaccionado mil vezes. Desta forma, a procura foi magnificada, não tendo qualquer relação com a real necessidade de trigo e demais cereais. Quem teve o capital para brincar às cearas virtuais enriqueceu aumentando o preço da alimentação a níveis insuportáveis para quem não pode esperar por uma taça de trigo.

Portanto, na economia de mercado, os detentores da riqueza podem jogar com a oferta e a procura em seu benefício. É assim construído o valor das coisas sem qualquer relação com a sua procura real ou com a sua necessidade social. Neste jogo de casino é a vida de milhões que é jogada.

Existem claramente duas crises: uma para os que podem esperar e a dos outros que não tem esse luxo. A dos que esperam lucrar ou quanto muito perder apenas uns milhões de euros na crise, e a daqueles que já nada tem a perder na crise a não ser a sua própria vida. Urge romper com os velhos e novos “equilíbrios” onde parte da humanidade é excluída e que nos empurra para o colapso ambiental.

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domingo, outubro 26, 2008

Barbárie hoje em Aveiro

Fotografia roubada à Farinha Amparo

Hoje há tourada em Aveiro. A tourada é, objectivamente, um espectáculo que consiste no deleite humano ao assistir à tortura de um animal. É esta barbárie "lúdica" e "apelativa" que Élio Maia "sublinha" com contentamento. Não sou indiferente ao sofrimento animal e muito menos à banalização e à apologia da tortura. Envergonha-me que a Câmara Municipal de Aveiro - órgão que enquanto cidadão me representa - apoie e incentive a barbárie, ainda para mais em instalações parcialmente suas.


Adenda 28 Outubro: o JMO considera que apenas a questão dos direitos dos animais é responsável pela oposição às touradas. Coitado, viu demasiadas manifs da Animal. JMO considera ainda que os animais não tem direitos. O texto de JMO não consegue fugir à falácia argumentum ad populum, grande arte.

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Agora percebo quando Élio Maia diz que cumpriu 81% das promessas eleitorais


Hoje, no Centro de Congressos e com o apoio da Câmara Municipal (vá-se lá saber o que isso significa), é eleita a Miss Aveiro. Nada tenho contra a realização destes concursos. Agora que uma autarquia os apoie parece-me um pouco, como dizer... hum... parolo, é isso! E eu a pensar que só a Junta de Freguesia de Cacia se metia nestas parolices.


Adenda 28 Outubro: o JMO considera que pelo facto de esta iniciativa ter sido aprovada em reunião de Câmara, faz com que não seja digamos.. hum... parola, é isso! Uma argumentação cheia de arte.

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sexta-feira, outubro 24, 2008

Excelente momento de péssimo marketing


O Primeiro-Ministro José Sócrates discursou hoje num palanque com apenas a singela inscrição "150 000". Não, não era o anúncio de cumprimento da promessa de criação de 150 mil novos postos de trabalho! Era somente o Primeiro-Ministro a discursar no palanque de uma empresa privada por ocasião da produção do seu carro 150 mil. Melhor só mesmo "Sócrates, o novo capitão Pescanova".

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A banca nacionalizou o Governo


Imperdível este artigo de opinião de Ricardo Araújo Pereira sobre a crise financeira: A banca nacionalizou o Governo.

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quinta-feira, outubro 23, 2008

Paneleiro


Hoje os homófobos austríacos descobriram que um homossexual é uma qualquer pessoa no meio de tantas outras, aliás até pode mesmo ser o seu ídolo neo-nazi, homofóbico, xenófobo e racista!

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Inimputável...

quarta-feira, outubro 22, 2008

O dealer roubou-me *


No Vento Sueste está um elucidativo excerto de um trabalho de Jorg Guido Hulsmann onde este aborda o fenónemo da inflação (isto é, a criação massiva de dinheiro). O texto diz-nos muito sobre a "solução" que os senhores do regime apresentam para combater a crise:
(...) the firms who receive money fresh from the printing press are thereby benefited. (...) And all other owners of money, whether they are entrepreneurs or workers, are harmed too, because their money now has a lower purchasing power than it would otherwise have had.

(...) Inflation is an unjustifiable redistribution of income in favor of those who receive the new money and money titles first, and to the detriment of those who receive them last.

(...) Inflation is the vehicle through which these individuals and groups enrich themselves, unjustifiably, at the expense of the citizenry at large.

* - título roubado ao refrão de "Lisboa" - Mão Morta

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segunda-feira, outubro 20, 2008

Estimula-me que eu gosto (actualizado)

O plano Paulson de $ 700 mil milhões para salvar as empresas financeiras e o próprio sistema era tão bom e tão adequado, que o presidente do Fed já pede um segundo plano.

Também hoje o governo Finlandês prometeu € 4 mil milhões para "investir" em bancos e € 50 mil milhões em garantir empréstimos de bancos (ou seja absorver a sua companente de risco). Por sua vez o governo Belga vai injectar € 1,5 mil milhões de euros numa única seguradora. E ainda neste dia longo, o governo Holandês injectou € 10 mil milhões no banco ING.

E a partir de hoje, os bancos portugueses podem recorrer à garantia de € 20 mil milhões concedida pelo governo Português, que ao contrário do Alemão não estipulou qualquer condição.

Adenda às 21h: E a Suécia anunciou um plano de € 152 mil milhões. Bolas que o dia não acaba!

Adenda às 21h13: A França injectou € 10,5 mil milhões nos seis maiores bancos do país. O dia vai longo...

Adenda às 20h: E parece que a crise financeira pode criar mais 20 milhões de desempregados no próximo ano. Não há direito, estes tipos vão viver à custa dos Estados e receber "rendimento mínimo" para não trabalhar! Não há direito! Os milhões do Estado são para masturbar a economia, não para sustentar quem não quer trabalhar!

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domingo, outubro 19, 2008

Aveiro na cultura popular


Quem Dera - Trabalhadores do Comércio


E o udore pestilento
em Cacia ó pé d'Abeiro
...nem cuas janelas fichadas...!
Quem dera! Já num ter cheiro...
Quem dera!


Anda por aí muita malta a falar de turismo, novas unidades de tratamento de resíduos e outros temas que tais. Contudo, para além dos encantos há desencantos que persistem no tempo. Basta ouvir "Quem dera" que relata uma viagem de comboio entre o Porto e Lisboa. A música, descoberta com a ajuda do Bagaço Amarelo, consta do álbum "Trips à moda do Porto" gravado em 1981! Já lá vão 27 anos!

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sexta-feira, outubro 17, 2008

Os cheques em branco correm depressa


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quinta-feira, outubro 16, 2008

Votem no fiscal da cópula


No domingo, nas eleições regionais dos Açores votem no Partido Democrático do Atlântico para que o seu líder seja eleito deputado e possa dedicar-se aquilo que considera ser a «principal prioridade do partido»:

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Dinheiro atirado borda fora

Furadouro, vista aérea via Google Earth

De acordo com a proposta do governo para o PIDDAC 2009 de Aveiro, para além de descobrirmos que a Costa Nova pertence ao concelho de Aveiro, vemos que se atira uma fortuna ao mar sem qualquer utilidade e que apenas agrava o problema da erosão costeira.

Em manutenção de esporões e afins está previsto gastar 6,4 milhões de euros em Espinho, 4,6 milhões em Ovar e 1,9 milhões em Vagos. De referir que no caso dos últimos dois concelhos esse é o único investimento previsto e em Espinho é quase como se fosse.

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A concorrência é o motor do desenvolvimento


Aprecio bastante este chavão que é repetido à exaustão. Fazendo juz à crença neoliberal, dispensa o confronto com a realidade e com a História. Por isso mesmo vale a pena dar uma vista de olhos a este texto, onde os exemplos históricos relatados nos dão conta dos colapos da civilização Maya e da população da Ilha de Páscoa como consequência directa da concorrência... coisa pouca portanto!

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terça-feira, outubro 14, 2008

O vento não esta de feição para actos fascizantes


A Comissão Nacional de Eleições deu razão a uma queixa do Bloco de Esquerda: o regulamento de publicidade, propaganda e ocupação do espaço público do concelho de Aveiro é ilegal e inconstitucional.

Existem liberdades e garantias, nomeadamente no que se refere a propaganda política e liberdade de expressão, consagradas nas leis da República Portuguesa e na Constituição. A Câmara de Aveiro entendeu que podia passar por cima disso e limitar essas liberdades, ao mesmo tempo que transformava o Presidente de Câmara no decano e garante arbitrário do cumprimento dessas mesmas limitações e, imagine-se, até lhe atribuía o poder de fixar multas a partidos!

Se há um ano o BE já pedira a formulação de um novo regulamento dentro da legalidade agora, com três actos eleitorais a aproximarem-se, essa necessidade é ainda maior. Esperemos que a autarquia não continue a tentar controlar o plano de igualdade e a esfera de liberdade dos partidos políticos e da sociedade em geral.

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domingo, outubro 12, 2008

Governos com uma causa


O Governo vai disponibilizar até 20 mil milhões em garantias aos bancos, o que equivale a 11,7% do PIB. Considero que o Estado deve dar a garantia aos clientes dos bancos caso estes vão à falência (o que é bem diferente). Agora, como os economistas dizem, o que conta é o sinal que se dá ao mercado, e o sinal é bem claro: se as coisas correrem mal, nós estamos aqui para garantir a solvência das empresas financeiras. É evidente que esta mensagem será incorporada nas decisões de gestão a serem tomadas pelos bancos.

Não deixa de ser curioso que a obsessão com o défice abaixo de 3% tenha levado à perda de direitos dos trabalhadores e ao pagamento massivo de impostos por parte destes, que a idade da reforma tenha aumentado, etc. Mas quando falamos de salvar bancos, o Governo não hesita em tomar uma medida que, se accionada, aumentaria astronomicamente o défice. De igual forma, vários países desenvolvidos tem procedido a um aumento colossal do seu défice para salvar os bancos.

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sábado, outubro 11, 2008

Estamos cá para o servir II

Luke MacGregor/Reuters [via Público]

Manifestação de estudantes em Londres, no Banco de Inglaterra e na City. Nos cartazes podemos ler a pertinente questão: "Porque é que devemos pagar pela crise deles?".

O "Estado mínimo" é o ideal, dizem os neoliberais. Que pediram o seu regresso quando as coisas correram mal, já sabemos, mas atentem bem na fotografia. "Estado mínimo" não significa a redução das suas funções, apenas significa que o Estado sai de umas esferas para se fortalecer noutras. O caso é bem evidente: a saída da esfera da economia levou à necessidade de um Estado securitário onde o monopólio de violência estatal reprime a revolta social que a distribuição desigual, injusta e injustificada de riqueza provoca. Ver este outro exemplo.

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sexta-feira, outubro 10, 2008

Deputado bonito


Deputado bonito é aquele que reconhece a voz do dono. Lindo menino, toma o cubo de açúcar...

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quinta-feira, outubro 09, 2008

Sou intransigentemente a favor, por isso voto contra

quarta-feira, outubro 08, 2008

O cão que tenta morder a sua cauda

Cartoon via O Nadir dos Tempos

Perdi-me nas contas, mas foi um dia em cheio! O Banco de Inglaterra nacionalizou parcialmente os maiores bancos da ilha por 64,3 mil milhões de euros e abriu uma linha de crédito a curto prazo de 258 mil milhões de euros. O Banco do Japão interveio hoje pelo 16º dia consecutivo na economia, desta feita com a injecção de 11 mil milhões de euros. Entretanto, a Reserva Federal Americana está a emprestar dinheiro de borla (taxa de juro 1,5%).

Mas a melhor parte para mim é a justificação do Governo Inglês para a ruinosa nacionalização parcial: «O grande problema é que se não fizermos isto, os bancos deixam de emprestar dinheiro entre eles e se não emprestam entre eles também não nos vão emprestar a nós. Isto está a passar -se em todo o mundo.» - Alistair Darling

Esta argumentação faz-me lembrar o cão que desalmadamente tenta apanhar essa coisa estranha que é a sua cauda. Segundo esta teoria, o Estado faz nacionalizações ruinosas e cria rodos de dinheiro para que os bancos continuem a emprestar dinheiro.

Ora, o dinheiro em causa é válido porque o Estado lhe confere essa autoridade (delegou a criação de dinheiro ao Banco de Inglaterra e consequentemente nos demais). Portanto, se os bancos não conseguem fazer uso dessa autoridade ou a usaram indevidamente, muito simples: o Estado assume novamente essa autoridade. E não nos podemos esquecer que essa autoridade foi delegada de acordo com a crença neoliberal de que a coisa privada torna a coisa melhor. Caso ainda não tenham reparado, a financeirização da economia que isso permitiu é exactamente a causa desta crise.

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O cartaz maldito


Amanhã, véspera da votação do projecto-lei sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo, há uma discussão sobre Diversidade Sexual e Igualdade.
Há também quem não tenha sido tão tolerante e se tenha dado a muito trabalho para vandalizar quase todos os cartazes colados.
Já agora, para quem ainda não reparou, os cartazes mais abundantes em Aveiro são de movimentos de extrema direita xenófoba, racista e claro homofóbica.

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sexta-feira, outubro 03, 2008

Vá, não incomodem com o casamento entre pessoas do mesmo sexo! Estamos ocupados!


Ninguém se entende no PS da Covilhã
Há fortes divergências na Comissão Política Concelhia. Alguns elementos quase andaram à estalada na segunda-feira. Margarida Lino sai da corrida às autárquicas. [edição online]

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Falando em skin-carapinha...

Ao contrário do que muitos - incluindo Pacheco Pereira - quiseram fazer crer, Mário Machado e os restantes skins não foram acusados e agora condenados num processo político, mas sim por crimes inscritos no código penal, tais como «coacção agravada, detenção de arma ilegal, ameaça, dano e ofensa à integridade física qualificada».

O país e os cidadãos ficaram mais seguros.

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quinta-feira, outubro 02, 2008

Os deputados do PS são maricas!?


O PS definiu que os deputados eleitos nas suas listas não podem votar de acordo com a sua consciência numa matéria que o próprio PS diz defender e que considera uma inconstitucionalidade por omissão, mas que não lhe dá jeito neste momento.

Vale a pena ler o artigo de artigo de Miguel Vale de Almeida no Público de hoje: Afinal quem é maricas?

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quarta-feira, outubro 01, 2008

Os maus negócios enquanto preceito ideológico

Publicado no Ecoblogue


Com o Fim da História, o neoliberalismo assumiu-se como uma ideologia com uma certeza científica determinista dos seus propósitos, é assim um credo imune à realidade.

No presente momento, os gestores privados, guiados pela ganância do lucro, perderam as poupança, as pensões de reformas e as habitações de milhões de cidadãos e voltam-se para o Estado suplicando pela sua intervenção e por gigantescas injecções de dinheiro para solucionar o problema por eles criado. Contudo, a realidade não demove a fúria privatizadora dos políticos do poder que continuam a glorificar a gestão privada como a solução para todos os nossos problemas.

No meio do caos do mundo financeiro, o governo vai privatizar 7 dos 8% que ainda detém da GALP. No passado recente a privatização da GALP fez de Américo Amorim o mais ricos dos portugueses ricos, em claro prejuízo do Estado: em pouco tempo as acções passaram a valer o dobro. Para mais, o Estado deixou de deter um mecanismo de intervenção no mercado e de regulação de preços, com o resultado à vista: uma subida de preços lesiva para os cidadãos. O dogma dispensa a confrontação com a realidade.

Em Aveiro decorre um processo de privatização igual a tantos outros: a empresa de mobilidade (MoveAveiro) chegou ao ponto de ruína financeiro e patrimonial, onde os autocarros avariados são já tantos que os disponíveis nem sempre chegam para garantir o serviço. Os responsáveis por esta situação alvoram que a privatização é a única solução. Para tal vai-se concessionar a empresa às fatias, sendo de esperar que a autarquia continue com os serviços economicamente deficitários ao passo que os lucrativos são concessionados, agravando o défice de exploração. Para mais, trata-se de um negócio puramente rentista: a autarquia pagará uma renda até 1,25 milhões de euros anuais a quem concessionar os serviços. Portanto, o cidadão deixa de financiar um serviço público e passa a ser o garante do lucro de um negócio privado. A ideologia justifica-se a si mesma: num sistema liberal a acumulação de capital é justificada pela existência de risco, porém neste tipo de negócio o Estado assume o risco deixando o lucro para o privado.

Um pouco por todo o lado, as autarquias avançam freneticamente para a privatização da água. A apropriação privada deste recurso natural é ilegítima e injustificada: a água não é produzida e existe em quantidade limitada, pelo que a sua posse confere uma vantagem competitiva ao proprietário, sem que se gere qualquer mais-valia para a sociedade. Mas, para além desta questão, a privatização da água é também um mau negócio.

A escassez de água potável é cada vez mais notória: durante o Verão, Barcelona viu-se obrigada a importar água em navios e a impor inúmeras limitações ao seu uso. Porém, Portugal continua com um modelo de turismo assente em campos de golfe.

Se em Portugal a privatização da água é um fenómeno recente, nos Estados Unidos já data dos anos ’90 e regista-se agora um fenómeno interessante: inúmeras comunidades contestam fortemente o serviço privado de águas. Em vários condados o serviço de água foi mesmo comprado de volta ou, quando os privadas não a queriam vender, foi expropriado e nacionalizado. De facto, a água na esfera privada triplicou de preço, e com a nacionalização o seu preço baixou 55%. A gestão privada da água é regida pelo lucro e não pela preservação do recurso nem pela importância do serviço público. É isto que nos espera, mas a crença teleológica dispensa a análise da realidade.

No fundo, estas e outras privatizações respondem ao preceito ideológico de que o cidadão não detém qualquer direito, mas apenas necessidades que são suprimidas na esfera do mercado. É pois irrelevante se o negócio é bom ou mau, já que a fé torna o pensamento imune à realidade.

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Entre vereadora e engenheiro não se mete a colher