segunda-feira, setembro 29, 2008

Como é que o mercado realmente funciona?


Das entrevistas mais verdadeiras que há por aí... [via Câmara dos Comuns]

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É o Internacionalismo Monetário!*


Os governos da Bélgica, Holanda e Luxemburgo em conjunto vão nacionalizar o grupo financeiro Fortis para o salvar da falência, injectando no total 11,2 mil milhões de euros!

O governo britânico já vai na sua segunda nacionalização de um banco falido, desta vez foi o Bradford & Bingley, sendo que o governo prepara já venda de parte ao Santander. Cheira-me que perderá bastante dinheiro no processo.

Se por lá estão entretidos com a nacionalização de prejuízos, por cá prepara-se a privatização de lucros com a venda do resto do GALP. Por todo o lado os governos mantém a fé no mercado, nem que para isso seja preciso fazer negócios lesivos para todos nós.

Com toda a ganância, as empresas financeiras jogaram e perderam as poupanças e reformas de milhões de cidadãos. Surge então o papá Estado a usar o nosso dinheiro - muito do qual nem sequer existia - para assegurar a viabilidade destas empresas agora falidas para que no futuro nos possam continuar a fazer o mesmo.

O Estado assume o risco, precisamente aquilo que na filosofia liberal justifica o mérito e a acumulação de capital. No credo do "mercado livre", a "mão invisível" ditou a falência e a inviabilidade destas empresas e práticas, o Estado na defesa do "mercado livre" assegura a sua continuação. Amén.

* - expressão roubada a José Mário Branco

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sexta-feira, setembro 26, 2008

A História repete-se, as crises também

As crises são o momento onde ocorre uma acumulação de capital extrema e uma monopolização das actividades financeiras e industriais. Portanto, a crise é o momento em que alguns fazem excelentes negócios à custa de todos nós.

Em 1929 a JP Morgan comprou inúmeros bancos em falência, constituíndo-se no gigante que é hoje. Na crise de 2008 já comprou o Bear Stearns e o Washington Mutual, em ambos os casos com a intervenção do Governo Norte-Americano.

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quinta-feira, setembro 25, 2008

Os faróis da Humanidade



A China, onde vive o capitalismo do séc. XIX, e a Coreia do Norte, onde vive o 1984, caminham para o socialismo que é coisa louca!

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quarta-feira, setembro 24, 2008

O arquitecto do universo ligou para o fórum TSF


O fórum TSF de hoje é dedicado ao casamento homossexual. Tem portanto todos os ingredientes para ser um excelente show.

Sobre o tema, um ouvinte usou vinte vezes a palavra "aberração" na sua intervenção. Num raciocínio puramente lógico afirma que se trata de "uma aberração da natureza" extensível a todas as outras espécies. Na própria argumentação temos que se trata de algo natural já que é comum na natureza, mas que é uma "aberração da natureza" porque este senhor assim o entende. Acho que descobrimos o arquitecto do universo, quem quiser que meta o seu raciocínio em forma de silogismo.

Um outro ouvinte considera que deve haver uma revolução de valores, e nos devemos interrogar se temos a aprovação do "senhor e rei da vida". Ou seja, deve ser preciso perguntar ao ouvinte anterior!

Acho que já percebi porque é que no parlamento os opositores do casamento homossexual não argumentam: com os argumentos disponíveis ficariam muito mal vistos perante a sua própria consciência. Assim vemos todos esses deputados com a lenga-lenga de que não é uma prioridade.

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segunda-feira, setembro 22, 2008

E o Estado também "salvará" os desalojados pela crise? nah

Preparem-se para o fim do SNS

domingo, setembro 21, 2008

Neoliberais quando lhes convém


EUA revelam plano de 700 mil milhões de dólares para salvar a banca

Podemos criar dinheiro para resolver problemas sociais? Claro que não, isso levaria a que o custo dessa operação fosse pago por toda a população através da inflação! Para mais, isso levaria a uma alocação de capital que nunca ocorreria com os mecanismos do mercado livre, provocando assim uma inadmissível e perigosa distorção da economia.

Então e podemos criar dinheiro para salvar bancos? Ah, nesse caso mandamos o neoliberalismo às urtigas!

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sexta-feira, setembro 19, 2008

Para quem ainda não sabe como o dinheiro é criado


Um jornal, Crisi, de 20 páginas e tiragem de 200 mil exemplares foi financiado com dinheiro "roubado" aos bancos. Os activistas pediram 68 empréstimos a 39 entidades bancárias, num total de 492 mil euros, sem qualquer aval ou garantia, empréstimo que não pagarão. O jornal foi distribuído em Barcelona a 17 de Setembro, e destaco o artigo onde descreve resumida e concisamente o sistema financeiro e o que é o dinheiro: El 95% del dinero es creado por bancos privados (também em inglês). [via Arrastão]

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Guernsey: a ilha do capitalismo impossível


Esta semana, para fazer face à crise, os principais bancos centrais criaram uma quantidade obscena de dinheiro. Os guardiões do sistema redundam que é assim porque é assim, porque tem que ser assim e não pode ser de outra forma. Esta malta nem sequer concebe que no sistema capitalista existem - e existiram - muitos mais sistemas monetários.

Apresento-vos Guernsey, uma dependência da Grã-Bretanha situada no canal da mancha. Uma ilha capitalista como qualquer outra. A sua única particularidade é ter dois tipos de moeda. Dispõe da libra esterlina, "dinheiro como o nosso", criado a partir da dívida. Basicamente um tipo vai pedir um empréstimo a um banco e assina o papel a dizer que o paga mais juros. Esta promessa de pagamento é o que leva o banco central (privado) a criar esse dinheiro e a o entregar ao banco que o empresta ao tipo e ganha rodos de dinheiro com isso [para uma explicação mais completa ver o vídeo que há muito está na coluna direita]. Este dinheiro representa dívida e tem juros.

Mas Guernsey dispõe também da sua própria moeda que emite quando realiza obras públicas. Assim em vez de pedir a um banco central que crie esse dinheiro (e que lhe cobre uma quantia exorbitante de juros), o próprio Estado cria esse dinheiro (igualmente a partir do nada) reduzindo drasticamente a necessidade de impostos. Guernsey cria assim dinheiro enquanto crédito (ao invés do dinheiro enquanto dívida) e usa-o para pagar as obras que faz.

Estas libras emitidas pelo Estado de Guernsey são universalmente aceites e são convertível em paridade por libras esterlinas. O que é óbvio já que - independentemente da forma,-quando é criado dinheiro para um Estado, ele endivida-se, e é certo que o pagará porque dispõe de autoridade e mecanismos para tal, nomeadamente os impostos.

A nota de Guernsey elucidada bem o que é o dinheiro:
  • By Authority of the States: na realidade o dinheiro não é nada a não ser uma representação social de valor (e uma mercadoria) que é aceite já que dispõe de uma certa autoridade.
  • The States of Guernsey Promisse to Pay the Bearer on Demand the Sum of: o dinheiro tanto num sistema como no outro é uma promessa de pagamento.

E pronto, acabaram-se os juros, a dívida pública e a escravidão dos estados e dos cidadãos em relação à banca. De notar que os Estados Unidos da América até 1971 também tiveram este sistema misto, mas esse é assunto para outro post.

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Três anos a alucinar

Há exactamente três anos começavam as primeiras alucinações de fascínio e fastio!

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quinta-feira, setembro 18, 2008

Uma observação útil para os dias de hoje

De acordo com Benjamin Tucker (1854-1939), praticamente todos os economistas políticos cingiram-se a descrever a sociedade como ela existia. Em contraste, o socialismo e o anarquismo descreviam a sociedade como ela deveria ser, e exploravam os meios pelos quais esse ideal poderia ser alcançado.

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quarta-feira, setembro 17, 2008

O mérito do negócio

Marx só precisava de um relações públicas


Nacionalizar não, "assumir o controlo"!

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Compreender a crise com a ajuda dos liberais


Andam para aí a perorar que no capitalismo neoliberal não havia outra solução que não esta criação massiva de dinheiro para resolver/atenuar a crise. Poucos admitem que foi este mecanismo de criação de dinheiro que nos colocou esta crise em primeiro lugar e que se está a provocar um efeito de bola de neve. Antes de mais, convém lembrar que Milton Friedman se opunha à criação de dinheiro por parte dos bancos centrais nestes moldes, mas isso seria assunto para outra conversa.

Leia-se o que já em 2003 dizia o ultra-liberal Ron Paul (candidato derrotado nas recentes primárias do Partido Republicano e congressista pelo mesmo partido) sobre estas injecções de dinheiro (citado pelo Blasfémias, responsável pelos destaques):


(…) This explicit promise by the Treasury to bail out GSEs [government sponsored enterprises] in times of economic difficulty helps the GSEs attract investors who are willing to settle for lower yields than they would demand in the absence of the subsidy. Thus, the line of credit distorts the allocation of capital. More importantly, the line of credit is a promise on behalf of the government to engage in a huge unconstitutional and immoral income transfer from working Americans to holders of GSE debt.(…)

Ironically, by transferring the risk of a widespread mortgage default, the government increases the likelihood of a painful crash in the housing market. This is because the special privileges granted to Fannie and Freddie have distorted the housing market by allowing them to attract capital they could not attract under pure market conditions. As a result, capital is diverted from its most productive use into housing. This reduces the efficacy of the entire market and thus reduces the standard of living of all Americans.

(…) Perhaps the Federal Reserve can stave off the day of reckoning by purchasing GSE debt and pumping liquidity into the housing market, but this cannot hold off the inevitable drop in the housing market forever. In fact, postponing the necessary, but painful market corrections will only deepen the inevitable fall. The more people invested in the market, the greater the effects across the economy when the bubble bursts.”


Já agora deêm um salto ao blog de direita 31 da Armada para ler um exemplo, desejado ou não, sobre o desvio no mecanismo de procura induzido pelo mercados de futuros. Em vez do café podemos também referir o trigo que ainda nem semeado foi e já foi transaccionado trinta vezes em Chicago.

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Concorda com o casamento mais complicado?


Hoje a RCP dedicou um dos seus programas à discussão da nova lei do divórcio, sob a pergunta "concorda que o divórcio seja mais simples"? A legislação actual confere o divórcio por comprovação de culpa e a nova lei confere-o por verificação de fracasso do casamento. A simplicidade é uma das consequência.

Já em 2006, data de apresentação da primeira proposta legislativa, a questão do "mais simples" foi das mais debatidos pelos opositores da lei. Contudo, é bastante curioso que se discuta a "simplicidade" no final mas nunca no início. Para a realização do casamento basta o livre consentimento de ambos (o que concordo), nada mais simples que isso. A simplicidade com que se casa nunca foi nem é tema de conversa. Nunca ninguém se lembrou de questionar se o casamento e o acesso ao mesmo deve ser mais complicado ou não. Aliás essa simplicidade e o incentivo ao casamento é alegremente difundida por aqueles que agora se indignam com a "simplicidade" do divórcio.

Gostei particularmente da intervenção do padre Manuel da Rocha no programa, afirmando não se rever neste processo em que lhe parece que há várias opiniões e ganha a opinião que tiver mais adeptos. Compreendo que se trate de um conceito difícil, mas chama-se democracia. Acrescenta ainda que esta nova lei é um clima de sociedade em que a ICAR não se revê, e acrescento eu que está no seu direito, não está é no seu direito impor a sua moral a toda a sociedade em substituação da democracia e da liberdade individual.

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terça-feira, setembro 16, 2008

Apagar o fogo com gasolina


A utopia do capitalismo revela-se. «Durante anos o mercado andou a ganhar dinheiro com dinheiro», muito do qual sem existência física e sem correspondência com valor real. Quando chegou a altura de fazer corresponder esse dinheiro com valor "real/produtivo" ele não tinha correspondência, deixando assim de existir a justificação pela qual foi criado esse dinheiro: o compromisso de saldar a dívida.

Para resolver este problema o que faz o Banco Central Europeu? Insere freneticamente zeros no computador, 100 000 000 000 euros para ser preciso.

O BCE quer resolver o problema dos bancos terem andado a emprestar dinheiro que não existia e que não tinha correspondência com valor "real", criando mais desse dinheiro. É «curar bebedeiras com álcool» ou «atirar gasolina para a fogueira». O BCE mete mais dinheiro nas mãos de quem provocou e chegou a esta situação exactamente por lhe terem dinheiro na mão.

O cidadão, esse não se deve imiscuir nestas questões da economia, mesmo que daqui a uns dias o dinheiro que tem na carteira, apesar de ter os mesmos dígitos, valha menos que anteontem. É assim e nada de paleio.

Adenda: Isto para dizer que adoro quem pergunta quanto é que nos custaria não injectar este dinheiro, quando a pergunta é quanto é que esta conduta no passado nos está a custar hoje.

Nota: as citações linkadas são de liberais insuspeitos.

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segunda-feira, setembro 15, 2008

Hoje fui assaltado e o PSD não disse nada

Hoje, o Banco Central Europeu criou trinta mil milhões de euros para ajudar os bancos. Ora, em contas lineares isso dá 94 euros por cada cidadão da zona euro. Portanto, quer seja em imposto ou em inflacção, eu e cada cidadão da zona euro pagará efectivamente este valor, é apenas uma questão de tempo.

Hoje 320 milhões de pessoas foram assaltadas, ainda assim aquém do recente assalto de mil dólares a cada um dos 300 milhões de estado-unidenses.

Adenda 16.Set: Aos 30 mil milhões de ontem juntam-se mais 70 mil milhões hoje, já se poderá falar numa "onda de assaltos".

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Espalhar o medo é a forma mais fácil de ganhar eleições


Cartaz do PSD espalhado por Setúbal...

A política morreu, deixou de existir nos locais públicos e na comunicação social. Criaram-se ideias e conceitos. A política são os partidos. Os partidos são claques. O clima está criado para estas campanhas à Le Pen.

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Faltava esta



Coloquei aqui as reacções dos inúmeros políticos do poder que em Portugal festejaram a vitória do MPLA nas farsa eleições angolanas. Infelizmente faltava a reacção do PCP que, com as fraternais saudações aos camaradas do MPLA, consideram que a eleição:

«...confirma o MPLA como a grande força da paz e da reconstrução nacional em que os angolanos confiam para a concretização das suas aspirações de progresso social.»

Entretanto, e já depois das eleições, a Isabel dos Santos continua a comprar tudo o que mexe em Portugal, desta vez foi o BPI. E a Human Rigths Watch considera que as eleições foram «realizadas sob numerosas irregularidades».

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A farsa continua

BCE injecta 30 mil milhões de euros para acalmar mercados financeiros


O que isto quer dizer é que uma instituição não eleita, sem controlo democrático e sem que os seus objectivos tenham sido sufragados pela população criou a partir do nada uma quantia pornográfica de dinheiro para suster a procura de liquidez do mercado.

Como consequência, a riqueza monetária de cada um de nós passa a valer menos (inflacção, desvalorização da moeda) já que o dinheiro, para além de ser uma representação social de valor, é também uma mercadoria regida pelas regras de oferta e procura.

A população europeia acaba de ser empobrecida para acudir à banca. Quando se trata de resolver problemas sociais, a começar pela pobreza extrema e a fome, não há dinheiro disponível dizem, nem tão pouco o criam.

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sábado, setembro 13, 2008

Saída da encruzilhada


Celso Cruzeiro sobre a esquerda

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sexta-feira, setembro 12, 2008

O país d'«a minha pilinha é maior que a tua»

Nelson Évora: 17,28 m

Anda para aí uma grande comoção com a colocação em Aveiro da sede da nova região de turismo. Dois comentários [1, 2] entenderam mesmo que eu devia ter aqui opinião publicada sobre o assunto, não me apetece, não me dá gozo, considero bastante mais interessante a análise às reacções.

A história não é nova e tem-se repetido: imensos contentes saem à rua a vangloriar o governador civil pelo feito, já que apenas a sua influência o tornou possível, ao mesmo tempo que acusam o Presidente da Câmara de se colar ao feito. O alcaide é mais avantajado que o xerife, dizem.

Este é o retrato do país que temos. O país é desenhado pelos pequenos interesses e pelo tamanho da influência dos alcaides e xerifes, não por uma lógica de coesão territorial e de melhor servir a população como um todo. E quem o desenha assim não tem o mínimo pejo em o anunciar aos quatro ventos. Para mais, ninguém se envergonha quando dá a entender que a fixação de determinada sede em dado local o beneficia em detrimento dos outros, como se não fosse suposto o organismo em questão não discriminar parte da área que serve e como se um dos factores que condiciona a sua localização não fosse exactamente o potenciar esse benefício mútuo.

Tenho a consciência da impopularidade do que estou a escrever, como aliás se comprova com a escolha de Aveiro para receber um estádio do Euro 2004 . Não houve um único deputado municipal que tenha votado contra o estádio, não sendo raro ouvir «sê realista*, naquele momento ninguém podia votar contra a vinda de uma infra-estrutura daquelas para Aveiro». Outro exemplo são as sucessivas vitórias autárquicas do orçamento queijo limiano.

Esta é a política que temos. Vivemos num mundo que já sabe todas as respostas, onde nem em programas políticos há discussão ideológica, apenas de discute a gestão do dia seguinte. Não se discute o turismo, discute-se a sede; não se discute a economia, discute-se a direcção regional. As opções são todas as mesmas, a receita é igual, é uma questão de quem a faz melhor, daí a magnânime importância de andar de régua na mão: é a única coisa distintiva. A malta continua pobre e explorada, mas tal qual no Civilization tem agora uma pequena maravilha na terra para alegrar a malta.

* [Gosto daquilo a que chamam realismo: a receita única. Ainda a despropósito, por aqui se vê que os políticos do poder não estão disponíveis para votos impopulares e difíceis, a não ser que seja em nome da economia (vulgo apertar o cinto).]

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quinta-feira, setembro 11, 2008

O dinheiro no futebol


Há uns tempos houve a mirabolante história do rapto e roubo do empresário do Makukula - que tinha acabado de sair do banco com 200 mil euros no bolso -, agora o Rosário Central assegura que o Benfica se enganou a pagar a conta do Di Maria e transferiu 6,6 milhões de euros quando só devia ter transferido 5,5 milhões.

Acontece a todos, uma vez ao pagar um croissant enganei-me e dei 5 cêntimos a mais. Imagino que no Chelsea, Manchester City, AC Milan, Zenit e Shakhtar, etc., a história seja a mesma, mas à escala.

Vá, leiam novamente a notícia, mas desta vez sem se rirem!

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Já que falamos de democracia, algumas não davam muito jeito

11 de Setembro de 1973

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quarta-feira, setembro 10, 2008

O que a Alemanha nos diz sobre a nossa democracia?


Na Alemanha os dois partidos que se vinham alternando do poder não conseguiram maioria absoluta nem coligações que lhe conferissem essa maioria. Assim, estes dois partidos do centrão viram-se forçados a formar um governo de coligação: CDU e SPD. A este facto não é alheio o aparecimento do Die Linke como uma força política de 8%.

Agora, o SPD escolheu o seu candidato a Primeiro-Ministro nas eleições de 2009, nada mais nada menos do que Steinmeier... o actual Ministro dos Negócios Estrangeiros! Portanto, nas eleições os partidos tradicionalmente maioritários apresentam as alternativas políticas necessárias: Angela Merkel (CDU) e o seu governo e Stienmeier e o mesmo governo!


Em Portugal, com a esquerda a somar 20% nas sondagens, existe o mesmo temor por parte do PS e do PSD de não conseguirem maioria aboluta, nem mesmo em coligação com o CDS-PP. Assim já se preparar o terreno e a opinião pública para um eventual governo do centrão coligado. Nada mais natural, afinal de conta, Sócrates é o melhor Primeiro-Ministro que o PSD alguma vez poderia ter...
Passamos assim da alternância de dois partidos para a constatação de facto de que pouco os distingue. Veremos os efeitos dessa alteração nas esperanças de mudança tradicionalmente depositadas em cada um destes partidos no futuro.

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O que Angola nos diz sobre a nossa democracia?


Como se pode ver nos posts anteriores, os políticos do clube do poder são unânimes na avaliação das eleições Angolanas. Já antes das eleições o Governo, mormente José Sócrates e Manuel Pinho, tinham tecido rasgados elogios ao regime angolano.

Ora a primeira coisa que isto nos demonstra é muito simples, Portugal apenas tem uma diplomacia de negócios. Angola, e em particular a família dos Santos com a sua enorme teia de negócios, tem um enorme contribuição para o PIB português, e como tal, os direitos humanos e as liberdades são secundárias. Angola não é excepção, é a regra!

A segunda ilação que se poderá tirar é que não interessa que quem faça parte da oposição corra risco de morte, não interessa que haja uma liberdade de expressão condicionada, não interessa que a parcialidade dos órgãos de comunicação envergonhe Itália, não interessa que a ameaça de guerra esteja sempre latente, não interessa que a família dos Santos se tenha apropriado de uma enorme riqueza de forma no mínimo questionável, não interessa que «o apuramento computorizado dos resultados a nível central não está aberto à monitorização dos observadores ou delegados das listas», nada disso interessa. Desde que sejam parceiros de negócios e consigam montar uma farsa com urnas de voto, aí está a gloriosa democracia.

Será esta a democracia com que o clube do poder sonha: de 4 em 4 anos lá nos deixam ir, desde que no hiato ninguém chateie.

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terça-feira, setembro 09, 2008

Confia na democracia e não corras...

O passo à beira do abismo

Durão Barroso considerou as eleições angolanas «um passo importante na consolidação de uma democracia multipartidária».

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O sr. Liberdade

«Poucas eleições africanas terão sido disputadas com tanta liberdade, pluralismo e transparência como estas» - Vital Moreira no Público

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Uma democracia como ele gosta

Zédu, um homem modesto

O MPLA ganhou as eleições Angolanas com apenas 82%, o que demostra bem a modéstia de José Eduardo dos Santos.

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Mira afinada

De acordo com Luís Filipe Menezes, o ex-ministro Mira Amaral dava uma excelente Primeiro-Ministro... só fiquei confuso se seria de Portugal, ou de Angola.

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segunda-feira, setembro 08, 2008

Nacionalização, versão faroeste

Sentenza - O bom, o mau e o vilão [Sergio Leone]


As empresas de crédito imobiliário Freedie Mac e o Fannie Mae, ambas em falêcia anunciada e cujas acções cairam 90% no último ano, foram nacionalizadas pelo Governo dos states, num investimento de 200 mil milhões de dólares, o que dá uns impressionantes 656 dólares por cidadão norte-americano (e há quem não seja tão rectilineo como eu, coloque outras variáveis na equação e aponte para um custo de quase mil dólares por cidadão)!!!

Um país onde os impostos são demonizados, e que como tal a saúde e a educação são serviços pagos a que milhões não tem acesso, prepara-se para salvar duas empresas privadas através dos impostos dos cidadãos.

No país modelo da "mão invisível" do mercado, o Estado realiza uma das maiores nacionalizações da história moderna, nacionalização de prejuízos entenda-se. É o retrato fiel do capitalismo onde o risco é assumido pelos cidadãos.

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sexta-feira, setembro 05, 2008

Observadores ao longe


Apesar dos observadores classificarem as eleições angolanas como um desastre, Eduardo dos Santos já veio tranquilizar dizendo que está tudo bem, pudera... António Filipe, deputado do PCP e igualmente observador das eleições, também assegura que está tudo a correr bem.

Curiosamente, a Comissão Nacional de Eleitoral Angolana convidou 18 deputados portugueses (9 PSD, 5 PS e 4 CDS/PP) para serem obervadores, mas só avisou os deputados e a Assembleia da República com um dia de antecedência. Não menos curiosamente, (e apesar do PCP ter o seu observador) e de tudo ter sido feito para que estes 18 deputados não pusessem os pés em Angola, da lista de convidados não consta qualquer deputado do Bloco de Esquerda, não fosse o diabo tecê-las e ainda aparecesse lá algum...

Já agora, aqui fica o editorial do Público e o da SIC sobre o boicote de que foram alvo

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Surpresa, queres ver que afinal há chapelada nas eleições!!

--- Eleições em Angola: observadores da UE dizem que escrutínio está a ser um "desastre"
--- “Quem não se dá com a Sonangol dá-se mal em Angola”... sobre o mundo dos negócios angolano


Estas duas notícias do Público sobre Angola contrastam com o panegírico em curso no blog do repórter da RTP que está em Angola a cobrir as eleições, como por aqui já se disse. Não sou de conspirações, mas talvez isto explique um pouco porque é que a RTP é dos poucos órgãos de comunicação portugueses autorizados a entrar em território angolano nesta época de eleições, enquando essa entrada e cobertura das eleições fio negada a este mesmo Público, a SIC, a Visão, o Expresso e a Rádio Renascença.

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quinta-feira, setembro 04, 2008

Com exemplos destes o que seria de esperar?

Imagem via 5 Dias
A bandeira portuguesa a ser içada na Polónia durante a visita oficial do Presidente da República Cavaco Silva. Do Presidente que elegeu como exemplo na Polónia a cadeia de supermercados Biedronka da Jerónimo Martins. Com valores tão invertidos, o içar da bandeira não surpreende.

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quarta-feira, setembro 03, 2008

A crise toca a todos

(Michel Collon)

Manchester City quer comprar Cristiano Ronaldo em Janeiro por 165 milhões de euros
Al-Fahim, 10 vezes mais rico que Abramovich, num dia comprou o Manchester City e o passe do Robinho... brinquedos caros!


Ao contrário do que se possa pensar, é nos momentos de crise no capitalismo que se fazem os melhores negócios. Nestes momentos de crise, mais do que uma redução de riqueza, o que sucede é uma transferência de riqueza.

Antes da terça-feira negra existiam imensos bancos, depois passou a existir um monopólio da JP Morgan que os comprou quase todos. Agora, quando muitos deixam de ter capacidade financeira para comprar alimentos, quem jogou no Mercado de Futuros de Chicago enriqueceu.

A crise faz parte integral do capitalismo e este não existiria sem a crise. A crise é essencial ao capitalismo e este não pode viver sem ela. A crise gera os mecanismo necessários de reconcentração da riqueza entretanto dispersa. O capitalismo não morrerá da crise, quanto muito poderá morrer por causa da crise e da convulsão social por ela gerada... mas se a isso chegarmos o capitalismo tentará usar a sua enorme capacidade de adaptação.

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